Ruínas de ponte ferroviária em meio a colinas verdes, com vegetação e céu claro.

“Descubra a cidade do RJ que esconde a maior cachoeira do Estado

Entre casarões, túneis e ruínas, o município revela tesouro natural e histórico

 

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  Na Região Serrana do Rio, a pequena cidade de Sumidouro desafia o tempo. Com casarões do ciclo do café, ruínas ferroviárias e uma cascata monumental, o município parece caminhar em ritmo próprio. A Cascata Conde d’Eu, considerada a maior queda d’água do estado, é o cartão-postal natural que enche de orgulho os moradores. Mas o destino vai além: trilhas rústicas, túneis históricos e pontes abandonadas completam o cenário que mistura natureza e memória.

A origem do nome Sumidouro

O município recebeu esse nome curioso devido ao rio Paquequer, que em determinados trechos “desaparece” sob lajes de pedra, formando cavernas e galerias subterrâneas. Esse fenômeno natural, descrito desde o século XIX, batizou a localidade e se tornou marca da paisagem.

Cascata Conde d’Eu: a gigante da Serra

Localizada no rio Paquequer, a queda impressiona visitantes. Registros oficiais do turismo estadual apontam 160 metros de altura, embora guias locais falem em 127 metros. De qualquer forma, trata-se da maior queda-livre do Rio de Janeiro. A cascata ganhou o nome em 1877, quando recebeu visita da Corte Imperial em homenagem ao Conde d’Eu, genro da princesa Isabel. Hoje, o local é um dos pontos mais procurados por trilheiros e fotógrafos.

Túneis de Murinelli e a Ponte Seca

A herança ferroviária também marca a cidade. Os Túneis de Murinelli, escavados no final do século XIX, eram parte do ramal da Estrada de Ferro Leopoldina. Hoje, atraem aventureiros que percorrem a pé ou até de carro as galerias abertas na rocha. Outro destaque é a Ponte Seca, viaduto ferroviário desativado que se transformou em ruína cinematográfica. Com arcos de pedra e vista privilegiada, tornou-se ponto obrigatório para registros fotográficos.

O que esperar da cidade

Sumidouro é charmosa e rústica. A estrutura turística é limitada: poucos restaurantes, comércio enxuto e rede hoteleira pequena. Por isso, muitos visitantes preferem se hospedar em cidades vizinhas, como Nova Friburgo ou Teresópolis, e dedicar um dia para explorar a região. Para quem busca contato com a natureza e história, é um destino recompensador. Além da cascata e dos túneis, a cidade oferece a Pedra Duas Irmãs, trilhas leves, rampas de voo livre e roteiros ligados ao período cafeeiro.

Quando visitar

A melhor época vai de abril a setembro, meses de clima mais seco, com trilhas firmes e boa visibilidade. No verão, as chuvas tornam o acesso mais difícil, mas o volume da cascata fica ainda mais impressionante.

Como chegar

Sumidouro fica a 162 km do Rio de Janeiro, cerca de três horas de carro. Não há ônibus diretos: a opção é seguir até Nova Friburgo e de lá completar o trajeto com transporte municipal ou carro por aplicativo.

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