Impactos no abastecimento energético podem influenciar. Veja os detalhes na matéria
O governo federal mantém a decisão de não retomar o Horário de Verão, suspenso desde 2019. No entanto, ondas de calor mais intensas e eventuais períodos de estiagem em 2026 podem reabrir o debate, caso o cenário energético do país se torne crítico.
Onda de calor reacende debate nacional
O final de 2025 foi marcado por uma das ondas de calor mais intensas dos últimos anos no Estado do Rio de Janeiro. Cidades da Região Serrana, como Nova Friburgo, registraram temperaturas acima de 37 °C, enquanto a capital fluminense superou os 40 °C em alguns pontos.Com projeções indicando verões ainda mais quentes em 2026 e 2027, o tema do Horário de Verão voltou a circular em discussões técnicas e políticas, especialmente diante dos impactos do calor extremo sobre o consumo de energia elétrica.
Posição oficial do governo federal
Até o momento, o governo federal indica que não há planejamento para a retomada do Horário de Verão. A política segue suspensa desde 2019, após estudos apontarem que a medida deixou de gerar economia significativa no sistema elétrico nacional.Segundo avaliações técnicas, o atual modelo de geração e distribuição de energia garante segurança ao abastecimento, mesmo em períodos de maior demanda, o que tornaria a adoção do Horário de Verão desnecessária no cenário atual.
Estiagem extrema pode mudar o cenário
Apesar da posição oficial, fontes técnicas indicam que a retomada da medida não está completamente descartada. O tema pode voltar à pauta caso o país enfrente um período prolongado de estiagem que comprometa os reservatórios e pressione o sistema elétrico, sobretudo nos grandes centros urbanos.Ondas de calor mais frequentes e intensas elevam o uso de aparelhos de refrigeração durante todo o dia, o que pode alterar o equilíbrio da oferta e demanda de energia em determinadas circunstâncias.
Por que o Horário de Verão perdeu eficiência
O Horário de Verão foi criado para reduzir o consumo de energia elétrica por meio do melhor aproveitamento da luz natural, com o adiantamento dos relógios em uma hora.No entanto, estudos realizados até 2019 indicaram que os hábitos de consumo da população mudaram. O pico de demanda, que antes ocorria à noite, passou a se concentrar no período da tarde, principalmente devido ao uso intensivo de ar-condicionado, ventiladores e equipamentos eletrônicos.Com isso, a política deixou de gerar os benefícios esperados e perdeu efetividade como ferramenta de economia energética.
Monitoramento permanente do setor elétrico
O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o tema segue sendo monitorado no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O órgão acompanha de forma contínua os impactos das mudanças climáticas, da transição energética e do comportamento do consumo no país.Qualquer eventual decisão sobre o retorno do Horário de Verão dependerá de estudos técnicos e de um cenário que indique risco real à segurança e à confiabilidade do fornecimento de energia elétrica.
Mini-questionário – O que você pensa sobre o Horário de Verão?
Você acredita que o Horário de Verão ainda pode ajudar a economizar energia no Brasil?
O calor extremo influencia sua rotina e consumo de eletricidade?
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