Sequestro, falsidade ideológica, extorsão, resgate milionário e possível assassinato e ocultação de cadáver. Ministério Público e polícia civil investigam barbárie na serra
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Petrópolis, denunciou à Justiça, no último dia 14, quatro pessoas envolvidas no desaparecimento de uma mulher. A pedido da PIP de Petrópolis, o Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Petrópolis decretou as prisões preventivas dos acusados. Os denunciados estão presos. De acordo com o Ministério Público, a vítima desapareceu em 29 de fevereiro deste ano, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. De acordo com as investigações, o mentor do crime, era funcionário da família da vítima, com quem trabalhou por aproximadamente três anos. O acusado teria se aproveitado da confiança da família e tido acesso a sua rotina. Com esse conhecimento, ele arquitetou um plano criminoso de sequestrar a matriarca e pedir um resgate milionário. O crime contou com o auxílio dos filhos do acusado e de uma mulher, com quem o suspeito mantinha relacionamento amoroso.De acordo com apurado, o idealizador do sequestro trabalhou como segurança e para isso, apresentou-se à família como policial federal. Ele passou a ter acesso irrestrito a cartões de crédito da família e às respectivas senhas. A denúncia do MPRJ também destaca que o marido da vítima, após tomar conhecimento do sequestro foi extorquido pelo bando a realizar saques, transferências e compras de dólares. O resgate, segundo o MPRJ custou aproximadamente R$ 4,6 milhões para libertar a vítima No entanto, a mulher sequestrada nunca foi libertada, o que endossa a tese de que ela pode ter sido morta e seu corpo ocultado.Ainda segundo a denúncia, a vítima desapareceu em 29 de fevereiro, mas somente em 14 de março o caso foi levado ao conhecimento da Polícia Civil. Sem suspeitar de que o segurança poderia estar envolvido, o marido da vítima demorou cerca de duas semanas para levar o caso até as autoridades policiais o que dificultou o início das investigações. De acordo com as diligências investigatórias realizadas pelo MPRJ e pela Polícia Civil, o homem, idealizador do sequestro, e os demais acusados, foram os reais beneficiários do valor pago a título de resgate.No dia do pagamento do resgate, o grupo criminoso adquiriu um veículo de luxo, avaliado em RS 500 mil, pagos em espécie. Além do veículo, uma motocicleta e 950 celulares foram adquiridos pelos acusados com o dinheiro obtido ilicitamente. A inicial da ação penal também destaca que o marido da mulher desaparecida realizou mais de quarenta transferências bancárias por orientação de seu segurança (acusado) e em contas por ele indicadas para aquisição de dólares, também para pagamento do resgate. A linha de investigação da Promotoria de Justiça e da 105ª Delegacia de Polícia aponta para suspeitas de que a vítima sequestrada foi assassinada pelo grupo e teve seu cadáver ocultado, motivo pelo qual as investigações prosseguirão em procedimento investigatório criminal próprio. Também há indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que serão devidamente apurados. A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização doEcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.