Considerada gravidez de risco, Eduarda Knupp precisa realizar ter o suporte de UTI Neonatal. Com 37 semanas de gestação, a orientação médica é que ela não ultrapasse as 38 semanas e família relata momentos de tensão.
No último final de semana Andréia Wenderroscky, mãe de Eduarda Knupp, fez um desabafo nas redes sociais sobre a situação da filha. Eduarda está grávida, com 37 semanas e sua gravidez é considerada de risco. Neste momento, ela está internada no Hospital Maternidade, no Centro de Nova Friburgo e aguarda o momento para dar a luz.
No entanto, o procedimento é considerado arriscado. Segundo Andréia, desde o início da gestação, o médico que acompanha Duda deveria ter sinalizado que seu parto seria realizado em um hospital com suporte de UTI Neonatal para o caso de uma emergência, mas não o fez. Ainda de acordo com Andréia, a menina teve contrações no último final de semana, mas sua cesárea não pode ser realizada.
“O médico dela deveria tê-la encaminhado desde o início da gestação para um hospital que tivesse suporte. Não temos mais tempo para entrar numa fila e esperar vaga.
A equipe de lá (Maternidade) chegou a conclusão para operá-la dentro da unidade e deixar reservado no Hospital Municipal Raul Sertã uma vaga na UTI, caso seja necessário. A ideia inicial seria fazer o parto no Raul Sertã, mas como a consulta apresentou algum problema no bebê, o parto precisa ser feito na Maternidade”, postou nas redes sociais.
Ao EcoSerrano, Andréia disse que ainda não há solução. O ideal é que a menina tenha seu filho em um hospital com UTI Neonatal. “Nem o Raul Sertã e nem a Maternidade tem essa estrutura e o risco é todo da minha filha. Não vou colocar a vida dela nessa incerteza. Se ela fizer o parto na Maternidade e tiver complicações, precisará ser transportada para o Hospital Raul Sertã, se fizer o parto no Raul Sertã e o bebê tiver algum problema, a mesma coisa. O parto será com anestesia geral e é um risco enorme para o bebê”
A futura avó disse que sua filha tem problemas cardíacos e já precisou ser operada três vezes. “O cardiologista dela informou que não pode passar de 38 semanas de gestação e temos menos de 1 semana para achar uma solução. O ideal é um hospital fora de Nova Friburgo. A situação está muito tensa. O médico que acompanhou a gestação não fez os encaminhamentos para que ela tivesse o bebê em um hospital qualificado.”
Ainda de acordo com Andréia, o diretor do Hospital Maternidade, Dr. Maicon Frattani, já conversou com a família e está fazendo o que pode para ajudar, mas no momento, para realizar a transferência de Duda a uma unidade mais estruturada, somente a Saúde Estadual pode fazer.
ATUALIZAÇÃO:
Segundo Andréia, Duda entrou neste momento em trabalho de parto e realiza a cirurgia no Hospital Maternidade.
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