Câmara vota nesta quinta mudança na Lei Orgânica para entrada de OSs no município

Vereadores pedem que população lote plenário para impedir outra alteração na LOM. Parlamentares vêem risco na tentativa da Prefeitura e dizem que Organizações Sociais são portas de entradas para corrupção

Nesta quinta-feira, 1º, a partir das 18h, na Câmara Municipal, durante a 78ª Sessão Ordinária, acontece a votação para alterar ou manter o artigo 56, item IX da Lei Orgânica Municipal (LOM) que proíbe a entrada de Organizações Sociais para administrar parte do setor público. Segundo o item IX, “veda ao Município firmar quaisquer contratos de gestão entre o Poder Executivo Municipal e as pessoas jurídicas de direito privado qualificadas como Organizações Sociais (OS´s) ou Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), ressalvadas, na área de saúde, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA)”. Foram realizadas três audiências públicas para tratar sobre o tema. As três ocasiões tiveram baixa adesão da população, sendo que a última, segundo a vereadora Maiara Felício, não contou com a presença de nenhum membro da Secretaria de Saúde. Em outubro, o vereador Maicon Queiroz criticou a proposta lembrou que em um passado recente, o próprio Johnny Maycon tinha opinião diferente sobre o tema. “Ele (johnny Maycon) se posicionou contra a implementação de OSs no município e hoje ele envia uma proposta para permitir que OSs gerenciem a parte dos médicos do Hospital Raul Sertã.” Segundo o vereador, permitir a alteração do artigo pode abrir portas para possíveis esquemas de corrupção. “Se pegar a história da formação de Organizações Sociais, que são instituições sem fins lucrativos, o que mais se faz é lucrar. Procurem saber quem está por trás dessas Organizações. O que mais temos são reportagens evidenciando crimes de corrupção nesses lugares. O Hospital mal ou bem, está funcionando. Querer colocar esse modelo porque funciona na UPA, ora, tem vários problemas na UPA. Organização Social é frágil.”, finalizou sua fala. O vereador Marcinho Alves chamou de retrocesso a tentativa de mais uma alteração na LOM. Durante a fala, o parlamentar considerou “péssima” a condução da Secretária de Saúde, Nicole Cipriano, nesta gestão.” “Quando o Prefeito manda uma proposta para que uma OS possa assumir parte da Saúde municipal ele mostra que quem está à frente da pasta não soube administrar. E não soube por quê? A senhora Nicole é arrogante. É uma saúde fracassada. Por que não colocou um Secretário que poderia resolver o problema e insistiu com uma secretária que levou a nossa saúde a falência e agora acha que OS é solução? Ele está enfiando goela abaixo, sim dentro dessa casa.”, afirmou Marcinho.

O que significa ter uma Organização Social (OS) no município?

Por definição, uma organização social é um tipo de associação privada, com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, que recebe subvenção do Estado para prestar serviços de relevante interesse público, como, por exemplo, a saúde pública. Em Nova Friburgo, a LOM proíbe que uma OS atue no município. Por isso, está em tramitação uma manobra, por parte da Prefeitura, para a contratação de médicos no modelo terceirizado e só é possível através de mais uma mudança na recente Lei Orgânica do município, que já foi alterada em outras oportunidades pela atual gestão. Segundo o trecho de um texto que circula nas redes sociais, “um exemplo muito recente que demonstra o perigo que nos espreita é a paralisação dos médicos da UPA, que funcionam no modelo de OSs, por falta de pagamento. Deixando dezenas de pessoas sem atendimento na unidade. Enquanto o concurso público da prefeitura que pode dar fim a esse problema anda a passos arrastados. Acesse o grupo de Whatsapp do EcoSerrano através do link: https://chat.whatsapp.com/Ko3N4xTBbHo53tmZ5HtpAb
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