Vídeo emocionante mostra solidariedade e empatia dos moradores da região serrana
Um homem com os olhos vendados, segurando um cartaz no qual informava ter depressão e pedia um abraço, recebeu o acolhimento de diversas pessoas no Centro de Nova Friburgo (Veja o vídeo abaixo).A cena foi registrada em vídeo e publicada por Pedro Lucca. A gravação foi realizada em frente à Igreja de São João Batista, nas proximidades da Praça Demerval Barbosa Moreira.Ao permanecer vendado, o homem demonstrava que não precisava saber quem se aproximaria. Seu pedido era por um gesto simples de contato e acolhimento.Durante o vídeo, diferentes pessoas interrompem o caminho e o abraçam. São desconhecidos que, por alguns instantes, respondem ao pedido de alguém que dizia estar enfrentando sofrimento emocional.
A cena provoca emoção porque revela a disposição de pessoas comuns para perceber e acolher a dor apresentada diante delas. Ainda assim, é importante não romantizar a depressão nem tratar um abraço como solução para uma condição de saúde.Depressão é um problema que exige atenção e pode demandar acompanhamento profissional. O diagnóstico não pode ser feito apenas pela observação de um vídeo ou de um comportamento.A reportagem também não possui informações sobre a identidade do homem, seu diagnóstico, acompanhamento médico ou as circunstâncias em que a gravação foi produzida. O que o registro mostra é uma manifestação pública sobre sofrimento emocional e a resposta espontânea de pessoas que decidiram oferecer acolhimento.Um abraço não substitui psicólogo, psiquiatra, atendimento médico ou acompanhamento pela rede pública. Ele pode, porém, comunicar algo importante: a pessoa não precisa atravessar aquele momento completamente sozinha.
Como acolher alguém em sofrimento
Nem sempre é necessário encontrar uma frase perfeita. Escutar sem julgamento, levar o sofrimento a sério e permanecer ao lado da pessoa já são atitudes importantes.O Ministério da Saúde recomenda incentivar a busca por atendimento profissional e, quando possível, acompanhar a pessoa até um serviço de saúde. Se houver risco imediato, ela não deve ser deixada sozinha.Também é importante evitar frases que diminuam a dor, como “isso é falta de força”, “há pessoas em situação pior” ou “basta pensar positivo”. Sofrimento emocional não deve ser tratado como fraqueza ou escolha.
Onde procurar ajuda em Nova Friburgo
O CAPS III, destinado ao atendimento de adultos em sofrimento psíquico, funciona 24 horas. Segundo a Prefeitura, a unidade está localizada na:
Rua Padre Roberto Sabóia de Medeiros, 24-B, Paissandu
Telefone: (22) 2523-1370
O município também possui serviços especializados para crianças, adolescentes e pessoas que enfrentam problemas relacionados ao consumo de álcool e outras drogas:CAPSi — atendimento infantojuvenil
Avenida Júlio Antônio Thurler, 132, Olaria
Telefone: (22) 2526-4206
CAPS AD — álcool e outras drogas
Avenida Comte Bittencourt, 32, Centro
Telefone: (22) 2519-2641
Os endereços e contatos constam narelação oficial divulgada pela Prefeitura de Nova Friburgo. Como alterações podem ocorrer, é recomendável telefonar antes do deslocamento quando não se tratar de emergência.Também é possível buscar a unidade básica de saúde mais próxima. De acordo com oMinistério da Saúde, CAPS, postos de saúde, UPAs, prontos-socorros e hospitais integram a rede disponível para atendimento.
Em uma emergência, ligue para o SAMU
Se a pessoa estiver em risco imediato, muito desorientada ou sem condições de buscar ajuda sozinha, ligue para o SAMU pelo número 192 ou procure uma unidade de urgência.Não a deixe sozinha. Acione também alguém de confiança indicado por ela e, se for seguro, afaste objetos ou substâncias que possam representar perigo.Para conversar de forma sigilosa e sem julgamentos, o Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito pelo 188, durante 24 horas, todos os dias. Também há atendimento por chat e e-mail no sitecvv.org.br.O CVV presta escuta e apoio emocional, mas não substitui atendimento médico ou psicológico.A resposta registrada no Centro de Nova Friburgo mostra que pessoas desconhecidas podem oferecer presença e acolhimento. Para quem enfrenta um sofrimento persistente, esse gesto pode ser o começo de uma conversa — e a conversa pode conduzir à ajuda profissional necessária.