Fiscalização do Procon RJ apreende café em supermercado.

Megaoperação combate venda de cafés famosos adulterados em todo Estado do RJ. Você comprou desta marca?

Fiscalização estadual encontrou produtos sob suspeita em supermercados e indústrias após denúncias formais da indústria cafeeira

Ao todo, 176,5 quilos de café foram apreendidos e enviados para análise técnica. A ação ocorreu em oito estabelecimentos de três municípios fluminenses e busca identificar produtos em desacordo com a legislação.

Na última semana, consumidores de cidades do interior do Rio de Janeiro passaram a ser diretamente impactados por uma nova fiscalização estadual voltada ao mercado de alimentos: 176,5 quilos de café foram apreendidos durante uma operação que investiga possíveis adulterações em produtos comercializados como café puro.

A força-tarefa, chamada Operação Café Real, foi conduzida pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor em parceria com o PROCON-RJ após denúncias apresentadas pela Associação Brasileira da Indústria de Café. Segundo os órgãos envolvidos, oito estabelecimentos foram fiscalizados nos municípios de Três Rios, Barra Mansa e Volta Redonda.

O que é considerado café fraudado – De acordo com a fiscalização, o chamado “café fraudado” é aquele vendido ao consumidor como café puro, mas que apresenta composição fora dos padrões exigidos pela legislação. A norma federal citada na operação é a Portaria 570 do Ministério da Agricultura, que estabelece tolerância máxima de 1% de impurezas naturais, como cascas e pequenos fragmentos oriundos da lavoura. Já misturas intencionais com outros vegetais, como milho, não são permitidas e podem caracterizar fraude.

Produtos apreendidos passarão por análise técnica: As amostras recolhidas serão encaminhadas para análise laboratorial da ABIC, responsável por verificar pureza, composição e eventual desconformidade. Segundo a Secretaria, os resultados podem orientar novos desdobramentos administrativos e medidas complementares. O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, afirmou oficialmente que o foco da ação é impedir prejuízos econômicos e riscos sanitários. “Fiscalizações em produtos de grande consumo são fundamentais para garantir qualidade e segurança ao consumidor”, declarou.

Por que o café fraudado preocupa: O tema ganhou força nos últimos meses após a alta no preço do café no mercado nacional. Segundo a fiscalização, produtos vendidos por valores muito abaixo da média podem indicar composição irregular ou qualidade comprometida. Além do prejuízo financeiro, o consumo de produtos adulterados pode provocar desconfortos gastrointestinais e outros efeitos relacionados à ingestão de matérias inadequadas.

Como o consumidor pode identificar um café regular: A recomendação da ABIC é observar alguns sinais antes da compra: verificar se a embalagem possui Selo ABIC; conferir QR Code ou código de barras no aplicativo oficial; desconfiar de preços muito abaixo do mercado; ler o rótulo completo antes da compra. Produtos descritos como “bebida à base de café” ou “pó sabor café” exigem atenção especial, porque podem não conter exclusivamente grãos de café.

Novas fiscalizações podem ocorrer: Segundo informado oficialmente, a operação poderá ter continuidade em outras cidades fluminenses, dependendo dos resultados laboratoriais e de novas denúncias recebidas. A orientação é que consumidores denunciem suspeitas pelos canais oficiais de defesa do consumidor.

Perguntas e respostas sobre a operação

  • Quanto café foi apreendido? 176,5 quilos.

  • Quais cidades foram fiscalizadas? Três Rios, Barra Mansa e Volta Redonda.

  • O café já foi considerado irregular? Ainda não. As amostras passarão por análise técnica.

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