Ato reúne diferentes segmentos da rede municipal e reforça cobrança por salário, carreira e direitos funcionais
Profissionais da rede municipal de ensino voltam a se mobilizar em Nova Friburgo nesta quinta-feira com foco em salário, carreira e direitos funcionais. O movimento ocorre às 18h na Câmara Municipal e reúne funcionários administrativos, professores, merendeiras e auxiliares de creche. O estado de greve já foi aprovado pela categoria e amplia a pressão sobre a gestão municipal.
Profissionais da rede municipal de ensino voltam a se mobilizar nesta quinta-feira (26), em Câmara Municipal de Nova Friburgo, em um ato convocado para as 18h pelo SEPE. A manifestação reúne professores, funcionários administrativos, merendeiras, auxiliares de creche e outros trabalhadores da educação municipal, num momento em que a categoria mantém oficialmente o estado de greve.
Segundo a convocação do sindicato, a mobilização ocorre diante da ausência de avanços em pautas que, segundo os profissionais, seguem pendentes de negociação com o Executivo municipal.
“A presença de todos os segmentos da educação é fundamental neste momento, porque as reivindicações atingem diretamente o funcionamento das unidades escolares”, destaca o material divulgado pelo sindicato.
Funcionários administrativos concentram uma das principais cobranças: Entre os pontos mais sensíveis apresentados pela categoria está a situação dos funcionários administrativos da rede, que afirmam ainda não ter definição de tabela de carreira considerada compatível com as funções exercidas diariamente nas escolas. De acordo com o sindicato, o grupo inclui trabalhadores responsáveis por atividades essenciais como: recepção de alunos nas unidades escolares; organização de documentos e registros acadêmicos; limpeza e manutenção dos espaços escolares; preparo da merenda; apoio direto à rotina de funcionamento de escolas e creches. Segundo o SEPE, uma proposta formal já teria sido apresentada anteriormente, mas até agora não houve confirmação pública de abertura de negociação específica sobre esse ponto.
Auxiliares de creche e professoras também ampliam reivindicações: Outro eixo central do movimento envolve as auxiliares de creche, que cobram a aplicação da Lei 15.326 e o reconhecimento da função dentro do campo do magistério. A pauta também inclui: enquadramento funcional de professoras do Atendimento Educacional Especializado; revisão de processos ligados a servidores PCDs e mães atípicas; discussão sobre retirada de regência; revisão do adicional de difícil acesso. Segundo representantes sindicais, esses temas vêm sendo reiteradamente apresentados em assembleias e reuniões da categoria.
Sobrecarga nas escolas aparece como um dos fatores mais citados: A mobilização também traz relatos recorrentes de sobrecarga nas unidades municipais. Entre os pontos citados pelo sindicato aparecem: falta de servidores em diferentes funções; desvio de função; processos administrativos ainda sem conclusão; pedido de adicional de insalubridade para merendeiras.
Segundo profissionais da rede, parte dessas dificuldades interfere diretamente no funcionamento diário das escolas antes mesmo do início das aulas.
Estado de greve aumenta pressão política sobre a gestão municipal: O estado de greve aprovado anteriormente não representa paralisação total imediata, mas funciona como instrumento formal de alerta e organização da categoria para eventual intensificação do movimento. Na prática, isso significa que novas medidas podem ser adotadas caso não haja avanço concreto nas próximas rodadas de diálogo. A presença simultânea de vários segmentos da educação nesta sessão legislativa aumenta o peso político do ato, especialmente porque parte das reivindicações envolve estrutura permanente de carreira e impacto direto no cotidiano da rede.
Até o momento não há anúncio público de nova negociação: Até a atualização desta quinta-feira, não havia divulgação oficial de nova rodada pública de negociação anunciada para o mesmo dia. O sindicato mantém o chamado para participação presencial durante a sessão legislativa na Câmara.
Perguntas rápidas sobre a mobilização
Onde acontece o ato? Na Câmara Municipal de Nova Friburgo, a partir das 18h.
Já é greve total? Não. O que está em vigor é estado de greve.
Quem participa da mobilização? Professores, funcionários administrativos, merendeiras, auxiliares de creche e outros profissionais da rede municipal.
Qual é a principal cobrança? Salário, carreira funcional, enquadramento profissional e condições de trabalho.