Dois adolescentes estão nos EUA, funcionário de condomínio afastado, após flagrar cena hedionda, novos atos de maus tratos e coação de familiares
A morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, desencadeou uma operação da Polícia Civil para apurar maus-tratos e coação no curso do processo. O caso envolve adolescentes suspeitos e adultos investigados por ameaças a testemunhas.
Operação da Polícia Civil em Florianópolis: A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta segunda-feira (26), a Operação Cão Orelha, cumprindo mandados de busca e apreensão relacionados à morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. De acordo com as autoridades, a ação teve como objetivo reunir provas sobre supostos crimes de maus-tratos a animais e coação no curso do processo. Durante a operação, aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e encaminhados para perícia.
Quem era o cão comunitário Orelha: Orelha tinha cerca de 10 anos e era cuidado diariamente por moradores da Praia Brava. Considerado dócil e idoso, o cachorro era tratado como mascote da comunidade e circulava livremente pela região. Após desaparecer por alguns dias, o animal foi encontrado gravemente ferido por uma das pessoas que cuidavam dele. Ele foi levado a uma clínica veterinária, mas, conforme relato, a gravidade do quadro tornou inevitável a eutanásia.
Suspeitas e investigação em andamento: As investigações indicam que ao menos quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento nas agressões que levaram à morte do animal. Mandados de busca também foram cumpridos em endereços ligados a adultos investigados por suposta coação de testemunhas durante o andamento do caso. Segundo o delegado responsável pela investigação, Ulisses Gabriel, os nomes dos investigados não foram divulgados. “Há indícios de que quatro adolescentes tenham praticado as agressões contra o cão, e três adultos estariam envolvidos na coação no curso do processo”, afirmou. Dois dos adolescentes investigados estão fora do país em uma viagem previamente programada e, segundo a Polícia Civil, devem retornar nos próximos dias para prestar esclarecimentos.
Outro caso de maus-tratos apurado pela polícia: Além da morte de Orelha, a Polícia Civil apura a suspeita de tentativa de afogamento de outro cachorro comunitário, conhecido como Caramelo, que também vivia na Praia Brava. De acordo com informações divulgadas pelo delegado-geral da corporação, o animal teria sido levado ao mar, mas conseguiu escapar. Após o episódio, o cachorro foi adotado e está fora de risco.
Comoção nacional e mobilização por justiça: A morte de Orelha gerou forte repercussão em Florianópolis e em outras regiões do país. Manifestações presenciais, mobilizações nas redes sociais e manifestações de apoio de protetores de animais e organizações da causa animal passaram a cobrar responsabilização dos envolvidos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, que afirma apurar os fatos com cautela e dentro dos limites legais, considerando a participação de adolescentes e possíveis crimes conexos.
Participe: o que você pensa sobre a proteção aos animais?
Casos de maus-tratos a animais devem ter punições mais severas? Sim, para coibir novos crimes.
Cães comunitários precisam de políticas públicas específicas? Sim, para garantir proteção e cuidado.
A investigação deve ser acompanhada de perto pela sociedade? Sim, para assegurar transparência.