Polícia Civil apura venda irregular de canetas emagrecedoras por profissionais de estética sem autorização sanitária
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta terça-feira (27), mais uma fase de uma operação que investiga a venda irregular de canetas emagrecedoras. As apurações indicam a comercialização de medicamentos sem autorização da Anvisa e sem controle médico, representando risco à saúde pública.
Operação mira uso irregular de medicamentos para emagrecimento: A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma nova etapa de uma operação voltada ao combate à comercialização irregular de canetas emagrecedoras. Segundo informações da corporação, os produtos investigados são medicamentos originalmente indicados para o tratamento de diabetes, mas que vinham sendo utilizados de forma indevida para fins estéticos e de emagrecimento.
Profissionais de estética são alvo da investigação: As apurações indicam que profissionais da área estética estariam oferecendo os medicamentos diretamente aos pacientes, sem prescrição médica e sem respaldo técnico legal. Até o início da manhã, quatro mulheres investigadas haviam sido conduzidas à delegacia para prestar depoimento, conforme informações preliminares divulgadas pela Polícia Civil.
Mandados são cumpridos na Zona Oeste do Rio: Nesta fase da operação, agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) cumpriram mandados de busca e apreensão nos bairros de Campo Grande e Guaratiba, na Zona Oeste da capital. A ação faz parte da terceira fase da Operação Estética Segura, que apura práticas consideradas irregulares e potencialmente perigosas no setor de procedimentos estéticos.
Falta de registro sanitário agrava o risco à saúde: De acordo com a Polícia Civil, os medicamentos eram comercializados sem registro ou fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As autoridades alertam que o uso dessas substâncias sem acompanhamento médico adequado pode provocar efeitos adversos graves, além de colocar os consumidores em situação de vulnerabilidade sanitária.
Clínica foi fechada e produtos apreendidos em ação anterior: Em diligência relacionada ao mesmo inquérito, agentes da Decon fecharam, na segunda-feira (26), uma clínica de estética em Campo Grande após flagrarem a aplicação das canetas emagrecedoras sem prescrição médica. No local, foram apreendidos medicamentos para controle de diabetes e sobrepeso sem registro na Anvisa, além de diversos produtos injetáveis, incluindo anestésicos. A responsável pelo estabelecimento foi presa em flagrante, conforme informado pela polícia.
O que você precisa saber sobre o caso
A venda das canetas é permitida? Não. O medicamento exige prescrição médica e controle sanitário.
Por que a prática é considerada perigosa? O uso sem orientação médica pode causar efeitos colaterais graves.
Quem conduz a investigação? A Delegacia do Consumidor da Polícia Civil do RJ.