Igor Arnaldo com voluntários após doação de medula óssea

Professor de Nova Friburgo doa medula óssea e ajuda a salvar vida de paciente

Vídeo mostra todas as etapas de gesto emocionante e que ganhou as redes sociais

O professor Igor Arnaldo, de Nova Friburgo, teve compatibilidade confirmada para doação de medula óssea e realizou o procedimento no INCA. O gesto foi acompanhado pelo Projeto Anas e emocionou voluntários e familiares.

Como começou o gesto solidário

O professor Igor Arnaldo, natural de Teresópolis e morador de Nova Friburgo há mais de duas décadas, tem o hábito de doar sangue regularmente no Hemocentro da cidade. Foi em uma dessas visitas que ele conheceu o Projeto Anas, iniciativa de Luciana Schimidt Pontes e Ana Paula Santos voltada para a captação de doadores de medula óssea. A partir desse encontro, Igor decidiu se cadastrar como voluntário e passou a participar ativamente das campanhas do projeto.

Projeto Anas reforça conscientização

O movimento também reforça a importância de iniciativas sociais do município. Entre elas está o Projeto Anas, criado por Ana Paula Ramos e Luciana Pontes em Nova Friburgo, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a doação de medula óssea. A iniciativa nasceu como uma resposta pessoal às lutas das fundadoras contra doenças graves e, desde então, atua para informar a população sobre o transplante e estimular a doação voluntária como um gesto de solidariedade e amor ao próximo.

Cadastramento e descoberta da compatibilidade

Em abril de 2024, Igor viajou para realizar o cadastramento formal como possível doador. Segundo informações do Redome, o processo envolve exames detalhados e um acompanhamento técnico rigoroso. No mês seguinte, ele recebeu a notícia de que era compatível com um paciente que aguardava o transplante. Após novos exames e liberações protocolares, Igor foi autorizado a seguir para a etapa final da doação. Todos os custos do processo — incluindo viagem, hospedagem e exames — foram financiados pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.

O papel do Redome no processo

O Redome possui hoje mais de 5,9 milhões de voluntários cadastrados e é o terceiro maior registro do mundo. O órgão funciona sob gestão do Ministério da Saúde, com apoio técnico do Instituto Nacional de Câncer. De acordo com informações oficiais, “somos responsáveis pelo cadastro e pela identificação de doadores compatíveis para pacientes que precisam de um transplante de medula óssea e não têm um doador compatível na família. Diariamente, nossos sistemas cruzam dados desses pacientes com os doadores cadastrados e, quando há compatibilidade, iniciamos o contato para avançar no processo”. O procedimento segue protocolos humanizados e com rigor científico, permitindo que pacientes em diferentes regiões recebam uma nova chance de tratamento.

Doação realizada no INCA com sucesso

No dia 19 deste mês, Igor foi ao Instituto Nacional de Câncer para a coleta das células-tronco. O procedimento foi realizado na região da bacia, com anestesia geral, conforme técnica padrão recomendada para esse tipo de transplante. A cirurgia ocorreu sem intercorrências e o material foi encaminhado imediatamente ao paciente receptor, no mesmo dia. Igor teve alta no dia seguinte e foi recepcionado com carinho pelos integrantes do Projeto Anas, que acompanharam todo o processo. Segundo informações oficiais, por razões de segurança e isonomia, a identidade de quem recebe o transplante é preservada. Igor também não tem acesso aos dados do paciente. Caso ambas as partes tenham interesse, o encontro só é permitido após 18 meses.

Emoção e impacto social do gesto

Ao longo do processo, Igor relatou grande emoção e destacou a importância da solidariedade. A história viralizou nas redes sociais e gerou manifestações de carinho de moradores da região, doadores, voluntários e familiares. O Projeto Anas segue realizando campanhas de conscientização sobre a necessidade de ampliar o número de doadores cadastrados, especialmente na Região Serrana.

Por que a medula óssea salva vidas

O transplante de medula óssea é indicado para pacientes com doenças graves do sangue, como leucemias, anemias severas e linfomas. As células-tronco coletadas do doador possibilitam a regeneração da medula do paciente, permitindo que o organismo volte a produzir células sanguíneas saudáveis. A compatibilidade elevada é fundamental para que o transplante tenha maior chance de sucesso.

Participe: sua opinião sobre doação de medula

  1. Você já conhecia o processo de cadastramento de doadores de medula óssea? 
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