Duas pessoas foram presas e detalhe deixa a situação ainda mais chocante; veja na matéria
Clínica de estética é interditada no Engenho de Dentro após denúncias de irregularidades sanitárias. Duas pessoas foram presas e o local era indicado por médico já investigado por morte de paciente.Duas pessoas foram presas em flagrante após a polícia constatar graves irregularidades sanitárias em um estabelecimento indicado por um médico já preso por morte de paciente.Na manhã desta sexta-feira (17), uma clínica de estética foi interditada no bairro Engenho de Dentro, na zona norte do Rio de Janeiro, após denúncias de reutilização de materiais descartáveis e armazenamento inadequado de substâncias injetáveis.De acordo com a Polícia Civil, duas pessoas foram presas em flagrante no local. A ação ocorreu depois que agentes receberam diversas denúncias anônimas relatando práticas irregulares dentro da unidade.
Materiais reutilizados e produtos armazenados de forma imprópria
Ao chegarem à clínica, os policiais encontraram materiais que deveriam ser de uso único sendo reaproveitados, o que representa risco grave à saúde pública. Além disso, substâncias injetáveis estavam guardadas sem controle de temperatura ou registro de procedência, conforme indicaram os agentes que participaram da operação.Fontes ligadas à investigação informaram que o local será periciado e que amostras dos produtos apreendidos serão encaminhadas para análise laboratorial.
Clínica tinha ligação com médico preso por morte de paciente
A clínica interditada era indicada pelo médico José Emílio de Britto, que está preso e é investigado pela morte da jovem Marília Menezes Antunes, de 28 anos, após um procedimento estético.A relação entre o médico e o estabelecimento interditado será analisada pelos investigadores. Segundo registros, o profissional mantinha indicações de serviços e contatos com clínicas do setor de estética em diferentes bairros do Rio de Janeiro.
Riscos à saúde e próximos passos da investigação
A Secretaria Municipal de Saúde foi acionada para acompanhar o caso e deve avaliar se outros pacientes foram atendidos na unidade. A clínica permanece fechada até nova determinação judicial.A Polícia Civil informou que as duas pessoas presas responderão por crime contra as relações de consumo e por infração sanitária, podendo ainda ser enquadradas em outros delitos, caso sejam comprovadas complicidades com os procedimentos ilegais investigados.