MPRJ realiza operação para prender profissionais que lesaram dezenas de famílias. Identidades dos acusados vazaram
De acordo com o MPRJ, nutricionista e médico montaram um sofisticado esquema de fraude usando dados de pacientes para reembolsos de exames nunca realizados, com contas digitais e documentos falsos.Nova Iguaçu, 10/10/2025 – OMinistério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial de Nova Iguaçu, deflagrou nesta sexta-feira (10/10) a operação “Poltros”, com mandados de prisão expedidos pela 1ª Vara Criminal da cidade.
DETALHES REVELADOS. VEJA ABAIXO
Os principais investigados são:
Paula Carolina da Silva Morais, nutricionista;
Luiz Victor dos Passos Fernandes, médico e namorado de Paula;
Márcia Cristina Teixeira da Silva, secretária do consultório e mãe de Paula.
Segundo registros do MPRJ, mais de 40 pacientes foram lesados somente em Nova Iguaçu.
Como funcionava o esquema de fraude
Conforme apurado, o estelionato eletrônico envolvia seis etapas:
Coleta de dados dos pacientes: durante a consulta, a secretária solicitava a carteira do plano da AMIL, além de login e senha do aplicativo do plano.
Biometria facial: Paula coletava fotografias dos pacientes para criar contas digitais em bancos em nome das vítimas.
Falsificação de documentos: Luiz Victor emitia pedidos de exames e laudos médicos sem jamais ter atendido os pacientes.
Exames e notas fiscais falsos: os denunciados simulavam resultados de laboratórios já encerrados e geravam notas fiscais de procedimentos não realizados.
Solicitação de reembolsos: com os logins e senhas, os valores eram depositados nas contas digitais controladas pelos denunciados.
Transferência final: o dinheiro era centralizado em uma conta em nome de Paula.
De acordo com testemunhas e documentos, os pacientes eram todos funcionários da Light, contratantes do plano coletivo, e foram demitidos após a descoberta da fraude pelo setor de compliance da empresa de energia.
Impacto social do esquema
O MPRJ destaca que “gravíssimas as consequências e a repercussão social dos crimes” afetaram dezenas de famílias, que ficaram sem sustento do dia para a noite. A denúncia baseia-se em dez inquéritos policiais, com cerca de 30 investigações adicionais em andamento na 52ª DP.O nome da operação, “Poltros”, significa mercenários covardes, referência à covardia contra as vítimas.