Mulher com sintomas de gripe tocando o pescoço

“Gripite Carioca”: saiba o que é e por que a população deve se preocupar

Irritações respiratórias aumentam. Veja todos os detalhes na matéria

 

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  • A nova moda do inverno: tossir no transporte público

    Se você acordou com a garganta arranhando e a voz parecendo um trovão engasgado, bem-vindo à “temporada da tosse” no Rio de Janeiro. Em 2025, o carioca vive um fenômeno de irritações respiratórias causadas por um combo explosivo de poluição, clima seco, alergias e surtos de viroses, principalmente gripe. Com índice de qualidade do ar variando entre 58 e 67 — o que é considerado “moderado” segundo padrões internacionais — a sensação de garganta seca e pigarro virou quase uniforme na cidade.

    Poluição invisível, mas sentida na garganta

    Os níveis de poluentes como PM2.5 e PM10 no ar carioca estão abaixo do nível de alerta, mas ainda assim irritam. A média recente está em 18 µg/m³ para PM2.5 e 37 µg/m³ para PM10, partículas minúsculas que provocam reações respiratórias em alérgicos e pessoas com problemas pulmonares. Mesmo quem não tem histórico clínico sente os efeitos: coceira na garganta, tosse seca e aquela voz rouca clássica de fim de festa.

    Mofo e ácaros também fazem sua parte

    Com alta umidade e ambientes mal ventilados, o mofo encontra terreno fértil nas casas cariocas. Travesseiros antigos, colchões vencidos e falta de higienização geram crises alérgicas intensas, especialmente nos meses de inverno mais seco. Resultado: espirros, olhos irritados e uma voz que parece ter saído de um álbum do Tom Waits.

    Dados da Fiocruz: síndrome respiratória avança no país

    Segundo boletim da Fiocruz divulgado em junho, o Brasil já notificou 93.779 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em 2025. Destes, 50,5% testaram positivo para algum vírus respiratório:
    • Influenza A: 24,5%
    • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 45,1%
    • Rinovírus: 22,3%
    • Covid-19 (Sars-CoV-2): 9,9%
    • Influenza B: 1,1%
    Entre os óbitos, a maioria teve relação com Influenza A e VSR.

    Crianças e idosos são os mais afetados

    As faixas etárias mais vulneráveis continuam sendo as crianças, especialmente pelos surtos de VSR, e os idosos, com maior propensão a complicações respiratórias. A combinação de clima seco e vírus circulantes afeta a imunidade e exige atenção redobrada.

    O que fazer para se proteger?

    • Hidratação constante: água, sucos naturais e chás com mel ajudam.
    • Ambientes ventilados: mas evite janelas totalmente abertas à noite.
    • Vapor: banhos quentes ajudam a aliviar mucosas ressecadas.
    • Purificadores de ar: modelos com filtro HEPA reduzem poluentes em ambientes fechados.
    • Limpeza rigorosa: superfícies, cortinas e estofados devem ser higienizados com frequência.

    Não é epidemia, mas é bom cuidar

    Apesar da alta nos casos, as autoridades não tratam o momento como epidemia. Porém, a combinação entre o ar moderadamente poluído, o clima seco e a alta circulação de vírus exige atenção. A recomendação é não banalizar sintomas persistentes e procurar atendimento médico em caso de febre, dificuldade para respirar ou tosse intensa.

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