Dados oficiais revelam que mais de 71% das mortes de recém nascidos eram evitáveis. Vídeo revela detalhes
Em 2023, 28 bebês morreram, sendo 20 óbitos evitáveis, Ministério da Saúde mostra
A cidade de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, registrou em 2023 um dado alarmante que pode colocar a saúde pública municipal em xeque: 71,43% das mortes de bebês foram classificadas como evitáveis, segundo informações divulgadas pelo próprio Ministério da Saúde, com base nos registros do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade).De um total de 28 óbitos de crianças menores de 1 ano, 20 poderiam ter sido evitados com ações adequadas de atenção à saúde da gestante e do recém-nascido.
Entenda o que são óbitos evitáveis
A classificação de “óbitos evitáveis” é feita com base em critérios técnicos que analisam se, com assistência adequada durante a gestação, parto e pós-parto, o falecimento poderia ter sido prevenido. Isso inclui ações como:
acompanhamento pré-natal eficaz;
diagnóstico precoce de doenças;
atendimento emergencial rápido;
suporte neonatal adequado.
Histórico revela agravamento do problema
Os dados dos últimos anos mostram que o problema não é novo — e está piorando. Veja a evolução:
2021: 17 mortes de bebês – 13 evitáveis
2022: 13 mortes – 8 evitáveis
2023: 28 mortes – 20 evitáveis
Os números de 2024 e 2025 ainda não foram contabilizados oficialmente, mas o padrão preocupa especialistas e moradores.
Críticas na Câmara: “Tenham vergonha!”
Durante a sessão legislativa da última quinta-feira (22), o vereador Marcos Marins foi à tribuna cobrar explicações do Executivo. Em tom forte, ele afirmou:“E o Governo Municipal? Prefeito e Secretário de Saúde estão sumidos. Se omitem, se escondem, enquanto o povo sofre, adoece e morre à espera de dignidade e cuidado.”E completou:“Nova Friburgo não pode aceitar viver de luto por culpa de uma gestão sem compromisso com a vida. Tenham vergonha, tenham dignidade e respeitem a vida humana!”
Caso Ingrid e o clamor por respostas
A divulgação desses dados ocorre na mesma semana em que a cidade ainda se recupera do choque causado pela morte de Ingrid de Barros Oliveira e suas filhas gêmeas, Emilly e Elisa, durante complicações no parto. O caso está sendo investigado por possível negligência médica e ampliou o debate sobre o atendimento nas unidades públicas.A Prefeitura de Nova Friburgo, até o momento, não se pronunciou sobre os dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde nem sobre a tragédia envolvendo Ingrid.
Onde ocorrem essas mortes?
Importante destacar que o levantamento não especifica se os óbitos ocorreram em unidades públicas ou privadas, o que exige maior transparência por parte da Prefeitura e da Secretaria de Saúde para entender onde estão as maiores fragilidades do sistema local.
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