Bebê vestido com terno e gravata, usando óculos, em frente a um microfone, sorrindo.

Prefeito Johnny Maycon ignora tragédia na Maternidade e prioriza festas e trends nas redes sociais

Mãe e gêmeas recém nascidas morreram e a família acusa negligência médica. Caso foi parar na polícia

Tragédia na Maternidade: silêncio do Prefeito Johnny Maycon revolta população de Nova Friburgo Desde a semana passada, Nova Friburgo vive o luto e a indignação com a morte de Ingrid de Barros Oliveira, de 31 anos, e suas filhas recém-nascidas, Emilly e Elisa. A família denuncia negligência médica no Hospital Maternidade. O caso comoveu a cidade, mas, ao que parece, menos o prefeito Johnny Maycon, o secretário de Saúde Gabriel Wenderoschy e à própria Prefeitura que, aparentemente, não deram qualquer resposta pública, nem palavra de conforto. A julgar pelas redes sociais, a prioridade da gestão de Johnny Maycon, ao que tudo indica,  preferiu dar prioridade às comemorações de aniversário da cidade. O próprio prefeito pareceu não se importar e se dedicou a gravar vídeos de “trend” usando filtro de bebê nas redes sociais.

“Trend” nas redes sociais enquanto a cidade está de luto

Em meio à comoção, Johnny Maycon apareceu nas redes sociais com vídeo “engraçadinho” com filtro de bebê, participando de uma trend viral sobre os bebês reborn. A atitude foi vista por muitos como insensível e desrespeitosa diante da dor da família de Ingrid. O episódio gerou forte repercussão negativa nas redes e nos bastidores políticos. Internautas e cidadãos questionam: por que o chefe do Executivo não se pronunciou sobre uma tragédia tão grave ocorrida em um hospital público municipal?

Entenda a tragédia que chocou Nova Friburgo

Ingrid, grávida de gêmeas, teve uma gestação considerada de risco. Ela foi internada entre os dias 5 e 10 de maio, após sentir fortes dores, mas foi liberada mesmo com sinais de alerta, como o colo do útero aberto. Dois dias depois, retornou à unidade com dor, mas não foi submetida a exames adequados. Na madrugada de 13 de maio, entrou em trabalho de parto em casa e deu à luz à primeira bebê no banheiro. O SAMU teria demorado cerca de uma hora para chegar, segundo o relato do marido.

Denúncia de erro médico e violência obstétrica

Ao chegar à Maternidade, uma das gêmeas já havia falecido. A retirada da placenta teria sido feita de maneira brutal e incorreta, com as mãos, agravando ainda mais o quadro clínico da paciente. Ingrid foi então transferida para o Hospital Municipal Raul Sertã, onde teve o útero removido. Não resistiu à perda de sangue e morreu. O esposo afirma que a esposa era saudável e que a morte foi causada por negligência e conduta médica inadequada: “Minha mulher era saudável. Isso foi assassinato. Quero justiça.”

Prefeitura fala em “transparência”, mas se cala

Na semana anterior, a Secretaria de Saúde publicou nota dizendo prezar pela transparência, mas na prática o silêncio foi absoluto. O portal EcoSerrano entrou em contato com:
  • A Subsecretaria de Comunicação
  • A Direção da Maternidade
  • O Secretário de Saúde Gabriel Wenderoschy
Nenhum respondeu aos pedidos de esclarecimento, contrariando o próprio discurso da gestão municipal.

Câmara cobra respostas: vereadores se manifestam

Na sessão legislativa mais recente, Claudio Damião protocolou requerimento cobrando explicações da Prefeitura. A vereadora Maiara Felício (PT) subiu à tribuna e, em um discurso emocionado, cobrou investigação completa e transparência sobre o caso que apresenta indícios claros de negligência médica.

Silêncio que fere: onde está a empatia do poder público?

A ausência de um posicionamento do prefeito e de seus secretários escancara a falta de empatia diante de uma tragédia familiar e social. O caso, que resultou em três mortes evitáveis, exige respostas rápidas e investigação rigorosa. A equipe do EcoSerrano continuará cobrando esclarecimentos públicos, em nome do interesse da população friburguense e do direito à verdade.

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