Um bebê recém-nascido com uma pulseira de identificação no tornozelo, deitado em um berço de hospital.

“Foi assassinato”, diz pais que acusa Saúde de Nova Friburgo, após morte de esposa e bebês

Mãe e bebês gêmeas recém nascidas morreram e família alega negligência. Atitude da Prefeitura com o caso, chocou. Veja o porquê

🕯️ Entenda a tragédia que abalou Nova Friburgo

A cidade de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, está em luto e indignada após a morte de Ingrid de Barros Oliveira, de 31 anos, e suas filhas gêmeas recém-nascidas, Emilly e Elisa. A família denuncia negligência médica no atendimento prestado pelo Hospital Maternidade de Nova Friburgo. Segundo o esposo da vítima, a gravidez era considerada de risco, e a médica responsável, durante recente internação, alertou sobre o colo do útero aberto — um sinal de alerta para parto prematuro.

⚠️ Quando começaram os sinais de alerta?

Ingrid procurou o hospital entre os dias 5 e 10 de maio, com dores intensas, e ficou internada durante três dias, mas foi liberada no dia 10, mesmo com o histórico de gravidez delicada. O esposo relata que a profissional não realizou exames detalhados.
“No dia 12, ela voltou com dor, e a médica não fez nenhum exame de toque. Deu remédio para dor e mandou ela de volta para casa”, disse.

🏠 Parto em casa e demora no socorro

Na madrugada de 13 de maio, Ingrid entrou em trabalho de parto em casa, dando à luz à primeira bebê no banheiro. O esposo contou que colocou a filha no sofá e ligou para o SAMU, que teria demorado cerca de uma hora para chegar. Ao chegar à Maternidade, uma das gêmeas já havia falecido. O parto, segundo o relato, evoluiu de forma crítica e mal conduzida.

🏥 Relato de violência obstétrica e erro grave

A denúncia mais grave do esposo é a forma como o hospital teria tentado retirar a placenta.
“Começaram a arrancar a placenta com a mão, em vez de levarem ela direto para o centro cirúrgico. Isso agravou tudo. Ela perdeu muito sangue, pedaços da placenta ficaram dentro da barriga dela.”
Diante do agravamento, Ingrid foi transferida para o Hospital Municipal Raul Sertã, onde os médicos realizaram a retirada do útero, mas ela não resistiu e morreu.

🗣️ “Isso foi assassinato”, diz o marido

Muito abalado, o marido afirma que a esposa e as filhas estavam com saúde. “Minha mulher era saudável, com todos os exames certos. Agora estão inventando desculpas. Quero justiça. O que fizeram foi assassinato.” Ele reforça que, embora Ingrid tivesse glicose alta durante a gestação, nada indicava risco imediato, segundo acompanhamentos anteriores.

🤝 Prefeitura fala em transparência, mas não responde

Na semana passada, a Secretaria de Saúde de Nova Friburgo publicou nota afirmando compromisso com a transparência. No entanto, desde sexta-feira (16 de maio), o portal EcoSerrano tentou contato com:
  • A Subsecretaria de Comunicação 
  • A direção da Maternidade 
  • O secretário de Saúde, Gabriel Wenderoschy 
Até o fechamento desta reportagem, nenhum dos órgãos respondeu aos pedidos de esclarecimento, contrariando a nota oficial da Prefeitura sobre transparência nas ações. Por isso fica o questionamento do que o Executivo entende por transparência e por quê, até o momento não houve nenhum pronunciamento.

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