Documento vazado mostra decisão que pegou moradores de surpresa
A recente crise no Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo, ganhou novos desdobramentos após a Prefeitura anunciar medidas de reforço na unidade. O caso veio à tona na noite da última segunda-feira, 31 de março, quando uma paciente psiquiátrica, em crise de ansiedade, aguardou quatro horas por atendimento. Em meio ao desespero, ela teria entrado em surto e danificado equipamentos do hospital como forma de protesto, sendo posteriormente algemada.O episódio gerou repercussão na cidade e aumentou as críticas à demora no atendimento médico na unidade, que já é alvo de constantes reclamações da população.
Prefeitura decide agir, mas medida surpreende a população
Diante do ocorrido, a expectativa era de que a administração municipal tomasse medidas para melhorar o atendimento médico, contratando mais profissionais ou adotando estratégias para reduzir o tempo de espera dos pacientes. No entanto, um documento obtido pelo EcoSerrano revela que o reforço não será na equipe médica, mas sim na segurança do hospital.Segundo um memorando da Secretaria de Segurança e Ordem Pública, a Prefeitura determinou o envio de guardas municipais para reforçar a segurança no Raul Sertã. Uma escala foi definida para que os agentes atuem em diversos setores da unidade hospitalar.A decisão gerou indignação entre os moradores, que questionam se a presença de mais guardas municipais resolverá os problemas estruturais da saúde pública na cidade.Até o momento, a Prefeitura não se manifestou oficialmente sobre os critérios que levaram à escolha dessa medida, nem sobre possíveis ações futuras para reduzir a demora no atendimento no hospital.