Proposta foi criticada e rebatida por opositores que indicaram mais investimento em saúde mental. Após críticas, houve descontrole, gritaria e bate boca. Veja o vídeo
A morte trágica de um senhor de 60 anos, ocorrida na última segunda-feira no Centro de Nova Friburgo, trouxe à tona questões urgentes sobre a saúde mental no município e a segurança em áreas públicas. O episódio chocou a comunidade e despertou um intenso debate na Câmara Municipal, com destaque para a fala do vereador suplente Professor Pierre durante a sessão legislativa (veja o vídeo da sessão legislativa no final da reportagem).
Em alusão à tragédia, Professor Pierre propôs que a Câmara Municipal fizesse a indicação de um projeto para aumentar a altura dos guarda-corpos no Viaduto Geremias Mattos Fontes, que liga o Bairro Ypu ao Paissandu. Segundo ele, essa medida seria uma solução prática para evitar que novas tragédias aconteçam no local, que é uma importante via de ligação entre os bairros.No entanto, apesar de parecer uma solução objetiva, a proposta foi alvo de críticas e levantou uma discussão sobre as verdadeiras prioridades de investimento na cidade. O vereador Marcinho Alves rebateu a ideia, argumentando que o foco deve ser em soluções que tratem a raiz do problema, especificamente a saúde mental da população.
Saúde Mental em Nova Friburgo: Um Problema Sistêmico
Marcinho Alves destacou que a questão da saúde mental é muito mais abrangente e urgente do que apenas melhorar a infraestrutura de locais públicos. Ele chamou atenção para o fato de que 2.280 pessoas estão atualmente à espera de atendimento psiquiátrico em Nova Friburgo, mas o município sofre com a falta de profissionais de psiquiatria e psicologia. Essa carência na rede municipal é vista como um agravante que afeta milhares de cidadãos, que muitas vezes não conseguem o tratamento necessário para enfrentar seus desafios mentais.Em sua fala na tribuna, o vereador foi enfático ao afirmar que a situação não é nova, mas tem piorado nos últimos anos. Ele criticou o atual governo pela inércia em relação à contratação de profissionais da área de saúde mental. “No governo passado, pelo menos havia psiquiatras na rede. O atual governo conseguiu ser pior”, declarou.Marcinho Alves sugeriu que uma das soluções imediatas seria a convocação dos aprovados em concursos públicos para atuarem como psiquiatras e psicólogos na rede municipal. Além disso, propôs a realização de mutirões para acelerar o atendimento às pessoas que aguardam, muitas delas em situação crítica.A discussão trouxe à tona a importância de olhar para a saúde mental como uma questão prioritária e urgente, que não pode ser tratada apenas com soluções paliativas, mas com investimentos robustos na contratação de profissionais e na criação de políticas públicas de apoio psicológico.