Polêmicas recentes graves problemas expostos deixaram população com medo e ato vai cobrar explicações
No final de junho, o Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou o fechamento do Hospital Maternidade de Nova Friburgo. A decisão foi tomada após a Prefeitura da cidade não cumprir a determinação acordada em 2023 para recuperar e modernizar a rede elétrica da unidade. O Corpo de Bombeiros já havia sinalizado riscos de incêndio e não concedeu alvará de funcionamento para a maternidade. Embora a Prefeitura tenha revertido a decisão na justiça, a situação expôs graves problemas de segurança e infraestrutura, gerando grande preocupação entre os moradores.
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Em resposta, a população tem se mobilizado para um ato em defesa da saúde pública e das unidades de saúde de Nova Friburgo. Nesta quinta-feira, 4, às 16h30, em frente a Prefeitura de Nova Friburgo, está programada uma manifestação popular em frente à Prefeitura. O protesto é liderado pelo Movimento Luto Pela Saúde e pelo Fórum Sindical de Nova Friburgo, contando com o apoio de diversos setores da sociedade. Entre os líderes da mobilização está o ginecologista e obstetra Alexandre de Castro, um militante da saúde pública friburguense. Em entrevista ao EcoSerrano, o médico destacou a necessidade de manter os hospitais abertos, funcionando e, sobretudo, seguros para a população. “Queremos nossos hospitais, tanto o Hospital Maternidade Dr. Mario Dutra de Castro quanto o Hospital Raul Sertã, abertos, funcionando, atendendo a população, mas bem organizados, planejados, com profissionais de saúde valorizados e principalmente eficientes. Não podemos conviver com a insegurança e a falta de planejamento,” afirmou Alexandre de Castro.O principal motivo do protesto é a precariedade da rede elétrica dos hospitais, que, segundo o médico, é “cheia de gatilhos e emendas” devido ao crescimento não planejado das unidades. O Hospital Maternidade, em particular, enfrenta grandes riscos devido à rede elétrica obsoleta, que impossibilita até mesmo a instalação de novos equipamentos. Alexandre de Castro enfatizou a importância de se ter alvarás de funcionamento emitidos pelo Corpo de Bombeiros, algo que atualmente os hospitais não possuem. “É inadmissível que os nossos dois hospitais não tenham o alvará do Corpo de Bombeiros autorizando o funcionamento das unidades,” destacou o médico.
Reações e Expectativas
Apesar da decisão judicial que suspendeu temporariamente a interdição do hospital, a necessidade de intervenções permanece urgente. O desembargador que concedeu a suspensão reconheceu a gravidade da situação e a necessidade das obras. No entanto, a Prefeitura ainda precisa cumprir suas obrigações para garantir a segurança das unidades. O protesto desta quarta-feira visa não apenas alertar a população sobre os riscos, mas também pressionar as autoridades para que tomem as medidas necessárias. “O que nós queremos com o movimento do dia 4 é primeiro alertar a população de que ela tem que tomar conta do que é dela, que os nossos aparelhos públicos nos pertencem enquanto trabalhadores, enquanto pessoas que se utilizam dos aparelhos do sistema público e querem ser respeitados na sua dignidade, sem correr riscos,” afirmou Alexandre de Castro.
Chamada para Ação
O movimento do dia 4 de julho é convocado pelo grupo Luto pela Saúde e pelo Fórum Sindical de Nova Friburgo, agregando trabalhadores e cidadãos preocupados com a situação. A participação de todos, especialmente das mulheres, é crucial para garantir que as reivindicações por um sistema de saúde seguro e eficiente sejam ouvidas. Para mais informações e para apoiar a causa, a população pode assinar o abaixo-assinado disponível no link:change.org/lutopelasaude.Redes Sociais do EcoSerrano