Bomba: Corpo de Bombeiros avisou o prefeito em junho de 2021 e, em ofício, comunicou “esgotamos os métodos coercitivos antes da interdição”. Veja o documento na íntegra na reportagem
Na última terça-feira, 18, o Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou a interdição total do Hospital Maternidade, em Nova Friburgo. O motivo, segundo o MPT, foi o descumprimento da Prefeitura de Nova Friburgo de um acordo firmado entre as partes na qual o Executivo se comprometeria em realizar melhorias na rede elétrica da unidade. Como as melhorias não foram realizadas, funcionários e pacientes estariam sob risco de um incêndio por não possuir um alvará do Corpo de Bombeiros. Ainda na terça-feira, o Prefeito Johnny Maycon publicou uma nota em que diz ter sido surpreendido com a medida, considerou-a desproporcional e que irá tentar derrubar a decisão.
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No entanto, o documento que data de 2021 pode fazer derrubar a justificativa de “surpresa”, do prefeito. Mesmo que consiga derrubar a decisão, os problemas e riscos apontados permanecem sem ser resolvidos. Segundo o vereador Marcinho Alves, um documento oficial encaminhado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro ao Prefeito Johnny Maycon em 30 de junho de 2021, dava ciência da gravidade dos riscos e determinava que medidas urgentes fossem tomadas para garantir a segurança de servidores públicos e pacientes.
De acordo com o documento, “O 6º Grupamento de Bombeiros Militares de Nova Friburgo esgotou os métodos coercitivos pretéritos à interdição com envio da situação para avaliação e parecer da nossa esfera superior, Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST). A DGST nos orientou a reiniciar o processo fiscalizatório com a aplicação de Notificação nº 131946 em 30/06/2021 com o prazo de 180 dias corridos”.
Nota de Johnny Maycon, na última terça-feira, 18:
“Antes de qualquer coisa, gostaria de acalmar as gestantes e famílias friburguenses destacando que nenhuma gestante e criança ficará desassistida no município. O atendimento no Hospital Maternidade segue normalizado. Nesta terça-feira, 18, de maneira estranha, fomos surpreendidos pela justiça do trabalho pela decisão de interdição do principal Hospital Maternidade público da região. Consideramos a medida desproporcional e iremos adotar todos os recursos e providências judiciais cabíveis para reverter a decisão e permanecer com o atendimento normal. É importante ressaltar, que todas as cobranças feitas pelo MPT sempre foram encaminhadas para as devidas resoluções e em nenhum momento a Administração Municipal esteve inerte.”
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