Irmã de mulher assassinada faz publicação emocionante sobre o crime

Caroline Mancini publicou detalhes do ocorrido. Suspeito foi preso na manhã desta segunda.

Caroline Mancini, irmã de Karen Mancini, analista do TCE-RJ, que foi assassinada no último sábado em Lumiar, publicou na manhã desta segunda-feira, 22, um depoimento emocionante e com detalhes a respeito do crime. A irmã da vítima quis deixar os amigos de Karen a par de todas as movimentações para encontrar o principal suspeito do crime: Gustavo, ex-companheiro de Karen. Segundo as informações, ele foi preso na manhã desta segunda-feira, 22, às 10h, enquanto tentava sair da cidade, rumo ao Rio de Janeiro. Veja abaixo o que ela publicou em suas redes sociais: “Amigos e familiares, agradeço as mensagens de conforto e preocupação, mas hoje passei o dia com o foco em efetuar a prisão do Gustavo, mas, infelizmente, até o momento sem sucesso. Vou fazer um breve relato do que está acontecendo, pois tem muitas pessoas me ligando e mandando mensagem e não consigo falar com todo mundo. No dia 20/04, às 16h, fui comunicada do óbito da Karen. Até então não sabia a causa. Consegui falar com uma policial militar que estava no local e ela relatou que a morte era suspeita, pois havia diversos hematomas na Karen. Inclusive, a PM informou que o rosto dela estava “muito machucado”. Nesse momento, alertei a PM que a Karen já vinha sofrendo violência doméstica há um tempo e que ela tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas que eu não sabia se já havia expirado. A PM relatou que, em diligências no local, recebeu informações de vizinhos que as brigas eram constantes e que, inclusive, no dia do crime, Karen e Gustavo tinham brigado. Diante de tantas evidências, a PM conduziu o Gustavo para a DEAM de Nova Friburgo para que fosse ouvido. Nesse momento, eu estava na estrada a caminho do Rio. Entrei em contato com a DEAM por telefone diversas vezes e informei sobre minhas suspeitas e, inclusive, enviei fotos, vídeos e áudios que comprovavam que a Karen era vítima de violência doméstica. No entanto, infelizmente, a Autoridade Policial entendeu que não havia provas para um flagrante, mesmo após analisar todas as evidências, e liberou o Gustavo ainda naquela noite do dia 20/04. No dia 21/04, o médico legista que periciou o corpo da Karen constatou que ela faleceu por traumatismo craniano encefálico por objeto contundente e que, portanto, teria sido vítima de homicídio. Mas quando essa constatação foi feita, o suspeito já havia sido liberado e empreendeu fuga. Eu permaneci na delegacia insistindo que uma posição fosse tomada no sentido de pedir um mandado de prisão ou analisar se ele ainda estaria em estado flagrancial. No final do dia, por volta das 18h, foi expedido o mandado de prisão temporária, mas já era tarde e não conseguimos encontrá-lo. Quem tiver alguma informação que possa nos levar ao paradeiro dele, por favor, nos ajude!” A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.

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