GRAVE: Denúncia de falta de medicamentos essenciais assusta pacientes

Hospital Municipal Raul Sertã suspendeu cirurgias na última terça-feira. Anestésicos, luvas e antibióticos estariam na listagem. Veja a lista completa na reportagem

O Hospital Municipal Raul Sertã enfrenta uma crise de desabastecimento de medicamentos essenciais, conforme denúncia feita pelos vereadores Marcinho Alves e Priscilla Pitta, na última terça-feira, 2. Essa escassez compromete não apenas o atendimento aos pacientes, mas também os procedimentos cirúrgicos realizados na unidade de saúde. Entre os medicamentos em falta, destacam-se: Dipirona: Trata-se de um analgésico e antitérmico amplamente utilizado para aliviar dores e reduzir febres. Sua falta pode comprometer o controle da dor e da febre em pacientes hospitalizados, prejudicando seu bem-estar e recuperação. Tropofol: É um anestésico geral utilizado para induzir e manter a anestesia durante procedimentos cirúrgicos. Sem esse medicamento, os cirurgiões podem enfrentar dificuldades para realizar intervenções cirúrgicas com segurança e conforto para o paciente. Luvas: Equipamentos de proteção individual indispensáveis para profissionais de saúde durante procedimentos médicos. A falta de luvas aumenta o risco de contaminação cruzada entre pacientes e profissionais, comprometendo a segurança e a qualidade dos cuidados prestados. Compressa cirúrgica e gaze: Ambos são materiais utilizados para estancar sangramentos e proteger feridas durante procedimentos cirúrgicos. A ausência desses itens pode dificultar a realização de cirurgias, aumentando o risco de complicações pós-operatórias. Noradrenalina: Trata-se de um medicamento vasoconstritor utilizado para aumentar a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea em pacientes em estado crítico. Sua falta pode comprometer o suporte hemodinâmico necessário para a estabilidade de pacientes graves. Antibióticos: São medicamentos utilizados para tratar infecções bacterianas. A falta de antibióticos pode dificultar o tratamento de infecções, aumentando o risco de complicações e prolongando o tempo de recuperação dos pacientes. Essa situação compromete a qualidade do atendimento prestado pelo hospital e pode impactar negativamente a saúde e o bem-estar dos pacientes atendidos na unidade.

Cirurgias eletivas suspensas

Ainda na última terça, os parlamentares descobriram que a ausência de medicamentos ocasionou na suspensão das cirurgias eletivas no Hospital Municipal Raul Sertã, por tempo indeterminado. Sete procedimentos cirúrgicos que estavam agendados previamente tiveram que ser suspensos, impactando diretamente os pacientes que aguardavam por esses tratamentos. Entre as cirurgias afetadas, havia duas de ortopedia, duas de ginecologia, dois pacientes de bucomaxilo e um paciente de urologia. O EcoSerrano tentou contato com o Secretário de Saúde, Gabriel Wenderroschy, ainda na terça-feira, para obter esclarecimentos sobre a situação, porém, até o fechamento desta edição, não obteve retorno. A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.

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