“Falta de Gestão de Riscos”, disse representante do Ministério do Trabalho sobre o Hospital Raul Sertã

MTE realizou operação para verificar denúncias do setor do raio-x sobre falta de equipamentos de proteção a servidores e certificados em equipamentos. Veja os detalhes na reportagem. 

Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizaram na última quinta-feira, dia 22, uma diligência no Hospital Municipal Raul Sertã (HMRS), localizado em Nova Friburgo, na Região Serrana, como parte da “Operação Raio-X”. O objetivo da operação foi verificar denúncias recebidas e avaliar as medidas corretivas implementadas após autuações decorrentes de inspeções anteriores. Segundo informações da Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE), desde terça-feira, 20, os auditores fiscais de Nova Friburgo estão analisando as condições de trabalho dos colaboradores, incluindo os terceirizados, que atuam na referida instituição. A operação, inserida no Projeto de Fiscalização de Estabelecimentos de Saúde, foi desencadeada em resposta a denúncias sobre irregularidades identificadas no Setor de Radiologia do hospital. Dentre as principais questões relatadas estavam a falta de certificados de conformidade dos equipamentos de raio-X e a ausência de fornecimento de equipamentos de proteção individual adequados. Andréa Werneck, auditora fiscal da GRTE de Nova Friburgo, explicou que foram realizadas diversas reuniões na unidade hospitalar para alinhar questões relacionadas aos serviços prestados pelas empresas terceirizadas. Segundo ela, mais de dez empresas terceirizadas estão envolvidas e estão sendo discutidas as responsabilidades de cada uma e os procedimentos adotados. Nos últimos anos, o hospital foi alvo de diversas fiscalizações pelo MTE, resultando na lavratura de diversos autos de infração devido à falta de manutenção das instalações destinadas aos funcionários e ao não cumprimento das Normas de Segurança do Trabalho, conforme informou a Gerência Regional. O nome “Operação Raio-X” foi escolhido em função do foco da equipe de fiscalização, que é identificar problemas internos que não são facilmente perceptíveis externamente. “Andamos verificando também a questão da legislação, como intervalos e descanso, o uso de equipamentos de proteção e o cumprimento das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalhador, abrangendo tanto os funcionários do Hospital Raul Sertã quanto os colaboradores das diversas empresas terceirizadas que operam na unidade, que somam cerca de dez a doze empresas, até o momento”, disse Werneck. Outro representante do MTE disse que durante a diligência, foi constatada falta de gestão. Riscos que não são controlados e nem monitorados. Falta de programa de gerenciamento de risco, que é uma ferramenta que identifica e avalia todos esses riscos. A partir do momento que não há esse controle, os trabalhadores ficam expostos e as consequências são enormes”.  Ao EcoSerrano, o Secretário de Saúde, Gabriel Wenderroschy disse que irá aguardar a entrega do relatório para se manifestar de forma assertiva. A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.

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