Diretor do Raul Sertã foi inocentado de integrar “quadrilha” na Tragédia de 2011

Recém-nomeado no cargo, o servidor foi condenado em 2011 a prisão por, segundo juiz que emitiu a sentença, forjar contratos públicos. No entanto, em 2ª instância, a Justiça sua inocência. Veja os detalhes na matéria

O prefeito Johnny Maycon nomeou com efeitos a partir de 8 de janeiro Idenilson Moura Rodrigues para assumir a Direção Geral do Hospital Municipal Raul Sertã. A informação já havia sido adiantada ao EcoSerrano, pelo Secretário de Saúde Gabriel Wenderroschy. Uma fonte chamou atenção do portal que o agora diretor geral foi condenado a prisão e pagamento de multa pelo juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, em 2018, em razão de, segundo ele, “compor quadrilha que forjava contratos públicos em uma das áreas mais sensíveis para a população friburguense, que é a saúde pública” A prática teria acontecido após os estragos da Tragédia Climática de 2011.  Segundo uma reportagem da Agência Brasil, o juízo da 2ª Vara Criminal de Nova Friburgo condenou um grupo de funcionários públicos e empresários envolvidos em dispensa irregular de licitação, ocorrida depois da tragédia climática registrada na região serrana do Rio de Janeiro, em janeiro de 2011.  Um dos empresários e os funcionários envolvidos no caso foram condenados também pelos crimes de associação criminosa e peculato. Idenilson Moura Rodrigues teria sido apontado como um dos integrantes do esquema. O juiz condenou Idenilson Rodrigues à pena de sete anos e 10 meses de reclusão por associação criminosa e peculato e ao pagamento de multa de 192 salários mínimos. 

Idenilson é considerado inocente

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que todos os processos respondidos pelo Sr. Idenilson Moura são referentes a questionamentos apontados por ocasião da CPI da Tragédia e acatada pelo Ministério Público. “A época o senhor Idenilson prestava serviço no setor de Patrimônio da Fundação Municipal de Saúde o que lhe obrigava por conta de decreto municipal  e também por deliberação do TCE-RJ a fazer inclusões tanto dos bens móveis como de todas as obras adquiridas ou excetuadas no fluxo da calamidade pública declarada por ocasião da tragédia.  Também por força de controle em todas as notas fiscais em seu verso eram colocados o carimbo do setor de patrimônio o que remetia a outros setores de controle da Fundação Municipal de Saúde à época que aquelas notas já haviam sido lançadas no sistema de controle de patrimônio. Porém no entendimento judicial inicial foi imputada culpa ao Sr. Idenilson por não ter conhecimento dos procedimentos que deveriam ser executados pelo mesmo na execução e responsabilidade na sua função fazendo com isto do que o mesmo fosse incluído nas diversas ações investigadas pela CPI e acatadas pelo MP. Atualmente, ainda encontra-se em fase de julgamento alguns desses processos, sendo certo que todos os processos remetidos à 2ª instância criminal  e já julgados tiveram parecer pela inocência do Sr. Idenilson. O número elevado de processos originados pela ocasião da tragédia e respondidos pelo Sr. Idenilson deve-se ao fato da contratação de diversas empresas pela Fundação Municipal de Saúde e para execução de diversos setores de serviços diferenciados já que na ocasião houve grande dificuldade de contratação de empresas em toda região.

Setores que necessitavam de obras na época

CTU, Sala de Trauma, Raio-X, Cozinha, Almoxarifado, Farmácia, Banco de Sangue (Hemocentro), Ambulatório, Laboratório e Centro Cirúrgico. Foto: Arquivo David Massena A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.

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