Friburguense tem participação decisiva em decreto de proteção animal no Nordeste

Cidades nordestinas proibiram transporte com tração animal após muitas reclamações de maus tratos. Veja os detalhes na matéria

As principais cidades do nordeste, destinos turísticos mais badalados do Brasil, estão com proibição de transporte com tração de animais — como cavalos, burros e jumentos —, além de áreas das vilas. Jericoacoara, no Ceará, e Morro de São Paulo e Boipeba, ambos na Bahia, proibiram a atividade. A friburguense Fernanda Marçal Rivoredo, de 45 anos, foi uma das muitas pessoas que denunciou a prática e, por conta das denúncias, diversos prefeitos, assim como Ministério Público, entenderam por proibir as atividades com tração animal. Fernanda foi inclusive entrevistada pelo Jornal Folha de São Paulo sobre sua contribuição. De acordo com a reportagem, ela frequenta as praias do Ceará há três anos e está entre as pessoas que denunciaram os maus-tratos. “A minha indignação maior foi o passeio na pedra furada, em Jeri. Bichos passando mal debaixo do sol, um monte de gente em cima das charretes, não se vê galão de água, comida, nada. Saí chorando desse passeio”, contou à Folha. De acordo com o jornal, a medida foi adotada pelas prefeituras de Jijoca de Jericoacoara (278 km de Fortaleza) e Cairu (175 km de Salvador) após denúncias de maus-tratos a animais nos últimos meses. No caso da cidade cearense, o decreto, que entrou em vigor em 12 de janeiro (sexta-feira), também proíbe passeios de montaria. Em Jericoacoara, a Folha de São Paulo afirma que a ouvidoria da prefeitura colheu diversos relatos de turistas impactados negativamente com a situação precária em que os animais foram encontrados. Os relatos motivaram uma recomendação do Ministério Público do Ceará, que alega que a proibição do transporte de tração animal para passeios turísticos cumpre a política estadual de proteção animal e garantia do bem-estar. Na recomendação, o promotor cita que a utilização dos animais para passeios configura a prática de maus-tratos, o que inclui falta de descanso, ausência de água, trabalho sob o sol e alimentação aquém da necessária, além de castigos físicos e açoites. Ainda de acordo com a Folha, o prefeito de Cairu (BA), Hildecio Meireles (União Brasil), assinou o decreto depois que viralizou um vídeo no qual um cavalo aparece passando mal na praia depois de puxar uma charrete cheia de turistas. Claudio Brito, secretário de Turismo do município, afirma que a decisão foi tomada em conjunto com associações locais e que a prefeitura vai estudar medidas para amparar os donos das carroças. Quem descumprir a regra estará sujeito a multas que variam de R$ 350 a R$ 1.100, além da apreensão da charrete. A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.

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