Diretora e auxiliares de escola em Nova Friburgo apostam “quantas arrobas” criança negra pesava

Situação foi denunciada no MPRJ, secretaria de Educação abriu processo administrativo e diretora pediu exoneração do cargo. Menino de três anos tem problema na fala e bullying com seu peso seria frequente e teria continuado após episódio

No início de junho, seis auxiliares mais a diretora do Colégio Municipal Leda Tavares teriam praticado bullying contra um aluno da instituição. A vítima, uma criança de três anos de idade, negra, com problema na fala, é moradora da Chácara do Paraíso. A situação já foi denunciada ao Ministério Público do Rio de Janeiro pela vereadora Priscilla Pitta.  Segundo a denúncia, a vítima já vinha sofrendo com deboches e ironias com relação ao seu peso, por parte das auxiliares e da diretora. Em um dado momento, as acusadas de praticar bullying teriam feito uma aposta para saber “quantas arrobas” pesava o menino. Cada teria apostado R$ 10. A própria diretora teria ido a sala de aula, na parte da tarde, conduzido a criança até a cozinha da escola e teria obrigado a vítima a se pesar na balança. Neste momento, a criança teria se recusado a se pesar e teria começado a chorar. Ainda assim, a diretora e auxiliares teriam insistido.  Após a criança se pesar, teria sido constatado que uma das auxiliares “ganho o bolão”. Um print de uma conversa no grupo do colégio seria uma das provas quando a suposta ganhadora do bolão estaria “cobrando” para que as demais participantes depositassem via PIX o dinheiro da aposta. Pessoas próximas às acusadas garantem que a imagem foi retirada de contexto e que, na realidade, o print se trata da venda de um produto. Ao EcoSerrano, a mãe do menino informou teria tomado conhecimento da situação por meio de outras mães. Assim que soube do caso, ela foi até a direção do colégio, no dia 8 de agosto, questionar a unidade sobre o ocorrido. Segundo a mãe da vítima, no dia 7 de agosto a então diretora – uma servidora concursada – já teria pedido exoneração do cargo. À mãe da criança, a atual responsável pela unidade, teria sido confirmada toda a situação. O caso chegou até a vereadora Priscilla Pitta que denunciou o ocorrido ao MPRJ. Ao que parece, as auxiliares que estavam envolvidas na aposta continuam na unidade e, segundo uma fonte do portal, teriam continuado a praticar bullying através de deboche com a criança. O EcoSerrano também conseguiu apurar que após o caso vir à tona, algumas das pessoas envolvidas teriam dito que a “situação não vai dar em nada” e, ao mesmo tempo, teria começado uma “caça às bruxas”, para saber quem teria vazado o ocorrido.

Criança terá que permanecer no colégio até o final do ano

A mãe da vítima foi até a Secretaria de Educação e pediu para que seu filho pudesse mudar de unidade. No entanto, devido a falta de vagas no sistema de ensino municipal e o ano letivo se encaminhar para o final, a Educação não conseguiu atender ao pedido da mãe.  

Secretaria de Educação abre procedimento para apurar o caso

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação repudiou o ocorrido e informou que foi aberto um procedimento administrativo de Nº 21273/23 para apuração da denúncia apresentada. “Cabe ressaltar que equipes da Secretaria de Educação estiveram na unidade realizando o acolhimento e prestaram  o apoio necessário à mãe do aluno em questão. É importante destacar também que a referida denúncia foi encaminhada para a direção escolar, que retornou informando sua versão dos fatos e, imediatamente, foi exonerada a pedido de sua função. Sendo assim, a  equipe da Secretaria Municipal de Educação deu todo o respaldo administrativo para a continuidade da gestão escolar e acompanhamento dos servidores e estudantes na escola. Diante da possibilidade de veracidade da denúncia narrada e da gravidade da descrição dos fatos que envolvem um estudante, é dever da Secretaria Municipal de Educação encaminhar para apuração e permitir a defesa prévia dos envolvidos, o que prontamente cumpriu desde 10 de agosto de 2023, quando tomou ciência do ocorrido.” A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial. Redes Sociais do EcoSerrano Telegram Grupo de Whatsapp 3 Grupo de Whatsapp 2    Grupo de Whatsapp 1   Instagram: @ecoserrano Facebook: @ecoserranoo Twitter: @serrano_eco Youtube: EcoSerrano
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