Vídeo mostra os momentos de maior tensão durante operação policial
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20/03), uma grande operação para desarticular uma quadrilha especializada em roubos de vans na Zona Oeste do Rio. A ação é conduzida pelas delegacias de Repressão a Entorpecentes (DRE) e de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), com apoio de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).Até o momento, seis pessoas foram presas. Durante a operação, foram registrados tiroteios e até barricadas em chamas na região, evidenciando a resistência do grupo criminoso.
Quadrilha organizada e prejuízo milionário
As investigações apontam que a quadrilha atua de forma altamente organizada, com funções bem definidas: batedores, roubadores, receptadores e desmanchadores. O líder do grupo foi flagrado em diversas conversas coordenando roubos, indicando alvos e negociando as vans e suas peças.Um dos integrantes chegou a ser preso em flagrante conduzindo uma van recém-roubada, o que reforça o modus operandi focado nesse tipo de veículo. Segundo dados da Polícia Civil, o prejuízo causado pelo grupo já ultrapassa R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico do estado somente em 2024.Além das prisões, os agentes estão cumprindo mandados de busca e apreensão para recolher armas, celulares e materiais que possam servir de provas e auxiliar no desmonte completo da quadrilha.
Operação Torniquete: combate ao crime organizado
Esta ação integra a segunda fase da Operação Torniquete, focada em reprimir crimes como roubo, furto e receptação de cargas e veículos. Estes delitos são fonte de financiamento para facções criminosas, alimentando suas disputas territoriais e garantindo recursos para manter integrantes presos ou em liberdade.Desde o início da operação, em setembro, mais de 450 criminosos foram presos, além da recuperação de veículos e cargas.A Polícia Civil reforça que o objetivo principal é garantir mais segurança para motoristas de transporte alternativo, empresas de turismo e toda a população fluminense, desestruturando o funcionamento dessas organizações criminosas.