Avião cai em Vinhedo-SP e mata

Vazam vídeos inéditos da queda e após a queda de avião em Vinhedo-SP

Jornalista pegou voo na mesma aeronave na véspera do acidente e filmou passageiros passando mal por problemas no avião. Informação do possível motivo da queda também é divulgada

Na tarde desta sexta-feira, 9 de agosto, um avião turboélice modelo ATR-72, da companhia aérea Voepass Linhas Aéreas (antiga Passaredo), caiu em um condomínio no bairro Capela, em Vinhedo (SP). A aeronave transportava 58 passageiros e quatro tripulantes, totalizando 62 pessoas a bordo. Infelizmente, não houve sobreviventes, marcando este acidente como o mais mortal desde a tragédia da TAM em 2007, no Aeroporto de Congonhas, onde 199 pessoas perderam a vida.
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Informações Inéditas sobre o Acidente

De acordo com as primeiras investigações, a principal suspeita para a queda da aeronave é a formação de gelo na rota entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP). Aviadores que preferiram manter o anonimato revelaram que o piloto do avião reportou dificuldades ao controle de voo, pedindo para descer de altitude devido ao gelo. Ainda não se sabe se a aeronave conseguiu descer antes de perder o controle. A Prefeitura de Vinhedo confirmou que não há sobreviventes entre as vítimas do acidente. O governo do estado de São Paulo está enviando reforços ao local e montou um posto de comando avançado para coordenar as operações de emergência e suporte às equipes policiais e de resgate.

Relatos Preocupantes de Problemas Anteriores

Em um relato impactante, a jornalista Daniela Arbex, que voou na mesma aeronave na quinta-feira, 8 de agosto, destacou que o avião apresentava estranhezas e mau funcionamento. Segundo Daniela, o ar-condicionado não funcionava corretamente, gerando extremo desconforto entre os passageiros. “Gente, por incrível que pareça, ontem eu voei pela terceira vez em um avião da Voepass. Filmei as pessoas passando mal durante o voo por causa do calor que fazia dentro da aeronave sem ar condicionado. Foi terrível. Um passageiro chegou a tirar a camisa. Outro, que estava uma poltrona à minha frente, sentia muita dor de cabeça. As pessoas se abanavam procurando ar. Eu estava no voo que saiu de Ribeirão Preto em direção a Guarulhos. Fiquei muito indignada, porque pela terceira vez a aeronave da companhia apresentava problemas tanto no trecho de SP quanto no da conexão pra Minas. Eu e outros passageiros questionamos a aeromoça. A resposta foi de que o ‘ar não funcionava em solo, só no ar’, o que não aconteceu. Da vez anterior, a desculpa é que o ar precisava de manutenção. Ainda não sabemos o que motivou a queda de um modelo idêntico ao que voei ontem. Mas como uma aeronave opera nessas condições? Em outro evento que participei, no Paraná, pedi ao contratante para comprar outro voo, porque não queria ir nessa aeronave. O contratante atendeu ao meu pedido. Lamento profundamente pelas vidas perdidas hoje e percebo que corremos um risco real. SOUBE AGORA QUE O AVIÃO QUE CAIU É O QUE EU ESTAVA ONTEM. MEU DEUS! Estou profundamente impactada com essa tragédia.”, lamentou a jornalista.

Investigações em Curso

A Força Aérea Brasileira (FAB) já iniciou as investigações sobre o acidente. Equipes do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) estão no local para conduzir a Ação Inicial da ocorrência. O país está em luto diante dessa tragédia, que reacende o debate sobre a segurança das operações aéreas e as condições de manutenção das aeronaves em circulação. Redes Sociais do EcoSerrano
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