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Vaza identidade de policial, guarda ligado a esquema de criptompedasmunicipal e empresário

A denúncia foi recebida pela Justiça do Rio e amplia o alcance das investigações

Em nova denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro atinge três investigados ligados ao esquema atribuído a Glaidson Acácio dos Santos. A ação envolve um policial civil, um guarda municipal e um empresário, e já produz efeitos imediatos com afastamentos determinados pela Justiça. VEJA OS NOMES DOS ENVOLVIDOS,  ABAIXO. 

Na manhã desta terça-feira, 24 de março, às primeiras horas de atualização judicial no estado do Rio de Janeiro, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou denúncia formal contra três pessoas apontadas como integrantes de uma estrutura ligada ao empresário conhecido nacionalmente como Faraó dos Bitcoins.

A denúncia foi recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa e inclui o policial civil Robson Bento de Oliveira, o guarda municipal Bruno Ferreira da Silva e o empresário Diego Vianna de Souza e Silva.

A situação já produz reflexos imediatos porque dois dos denunciados foram afastados temporariamente de suas funções públicas por determinação judicial. Mas o que mais chama atenção é que a denúncia indica atuação interna para obtenção de dados estratégicos que, segundo o Ministério Público, teriam sido usados em benefício do grupo criminoso.

Acesso a dados sigilosos é um dos pontos centrais da nova acusação: Segundo o GAECO, Robson Bento de Oliveira e Bruno Ferreira da Silva teriam acessado informações do sistema Infoseg com o objetivo de levantar dados sobre pessoas e empresas consideradas concorrentes aos interesses de Glaidson.

De acordo com a apuração oficial, a acusação sustenta que houve violação de sigilo funcional, crime relacionado ao uso indevido de informações restritas obtidas em razão do cargo público. No caso do policial civil, a denúncia também acrescenta acusação por corrupção passiva, ampliando o peso jurídico do processo.

Empresário também teria atuado na captação de novos investidores:  O empresário Diego Vianna de Souza e Silva aparece na denúncia com papel diferente dentro do esquema. Segundo o Ministério Público, além de aplicar recursos próprios, ele também atuaria na atração de novos investidores para a estrutura financeira investigada. Pouca gente percebe, mas esse tipo de atuação costuma ser considerado relevante porque ajuda a sustentar a expansão operacional de organizações investigadas por crimes financeiros.

Condenação anterior de Glaidson reforça novo avanço judicial: Em outubro de 2025, Glaidson Acácio dos Santos foi condenado a 19 anos e 2 meses de prisão por organização criminosa e corrupção ativa. A condenação teve relação direta com atividades atribuídas à GAS Consultoria e Tecnologia, empresa que atuava principalmente na Região dos Lagos. Segundo decisões anteriores, a estrutura investigada era associada a práticas como ameaças, corrupção e ações violentas contra possíveis concorrentes.

Região dos Lagos segue no centro das investigações:  A atuação do grupo investigado teve forte repercussão em cidades da Região dos Lagos, especialmente em áreas onde o esquema financeiro ganhou grande volume de adesão. O impacto continua sendo sentido porque novas denúncias ampliam o entendimento sobre como a rede operava além do núcleo empresarial. Mais abaixo, veja por que esse novo avanço judicial pode influenciar outras frentes já em andamento.

Afastamentos temporários ampliam impacto institucional:

O afastamento temporário do policial civil e do guarda municipal gera efeito direto nas instituições às quais pertencem.

Conforme apurado, a medida busca impedir interferências durante o andamento processual e garantir preservação das investigações.

Situação semelhante já ocorreu em outros processos envolvendo suspeita de uso indevido de função pública em apoio a estruturas criminosas.

Atualizado às 10h20 – Até esta atualização, não havia manifestação pública das defesas dos denunciados sobre o recebimento da denúncia pela Justiça.

Novas movimentações processuais ainda podem ocorrer nas próximas etapas.

Perguntas importantes sobre o caso

– Os denunciados já foram condenados? Não. Neste momento, a Justiça recebeu a denúncia e o processo segue em tramitação.

– Por que houve afastamento de funções públicas? A medida cautelar busca evitar influência sobre a investigação.

– O caso pode gerar novas denúncias? Sim. Investigações de organizações criminosas costumam ter desdobramentos conforme surgem novos elementos.

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