Rodoviários retomam o trabalho, mas sistema de transporte ainda deve operar em fase de normalização
O Rio de Janeiro começou esta quinta-feira com um cenário diferente nas ruas: depois de três dias de paralisação, os ônibus voltaram a circular e a rotina de milhares de passageiros começou a se reorganizar. A suspensão da greve dos rodoviários trouxe alívio imediato para quem depende do transporte público, mas a normalização ainda deve ocorrer de forma gradual ao longo do dia.A decisão de suspender a greve foi tomada em assembleia realizada na terça-feira, após a categoria avaliar os desdobramentos da paralisação e a determinação judicial que exigia a manutenção de parte da frota em circulação. Mesmo com o retorno ao trabalho, o sindicato informou que os rodoviários seguem em estado de greve.
Para os passageiros, a volta dos ônibus significa menos incerteza na saída de casa, principalmente para trabalhadores, estudantes e pessoas que dependem de mais de um modal para chegar ao destino.Durante a paralisação, a redução da frota provocou impactos em diferentes regiões da cidade e pressionou outros meios de transporte, especialmente os trens, metrô, vans e aplicativos. Com os ônibus novamente nas ruas, a expectativa é de queda na sobrecarga, embora os reflexos da greve ainda possam ser sentidos nos horários de pico.
Trens seguem com reforço após volta dos ônibus
Mesmo com a suspensão da greve dos rodoviários, os trens devem continuar operando com reforço, ao menos nos horários de maior movimento, até que a situação do transporte seja totalmente normalizada.A concessionária havia informado uma operação especial enquanto durasse a greve, com 30 viagens extras além da grade convencional, redução dos intervalos nos períodos de maior demanda e reforço das equipes de estações, segurança, manutenção e monitoramento.Até o momento, a empresa ainda não atualizou o aviso informando a retirada dos trens extras. Por isso, a operação reforçada deve seguir valendo nesta quinta-feira, especialmente no rush da manhã e da tarde.A medida foi autorizada pela Secretaria Estadual de Transportes e teve como objetivo reduzir os impactos da paralisação para a população da Região Metropolitana.
Estado de greve mantém negociação no radar
A suspensão da paralisação não significa o encerramento definitivo do impasse. Com a categoria ainda em estado de greve, as negociações continuam sendo acompanhadas de perto.Na prática, o retorno dos ônibus devolve parte da previsibilidade ao passageiro, mas mantém atenção sobre novos desdobramentos entre rodoviários, empresas e poder público.