Rogerinho 157 é condenado a mais de 155 anos de prisão

Traficante mais perigoso do Rio de Janeiro é condenado a mais de 155 anos de prisão

Homicídio, formação de quadrilha e tráfico: Decisão foi anunciada na última quarta-feira. Identidade do criminoso foi revelada

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Junto ao I Tribunal do Júri da Capital, obteve, no Tribunal do Júri, a condenação de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, a 64 anos de prisão por ordenar três homicídio na Rocinha, em 2017, e pelo crime de associação para o tráfico. A promotoria demonstrou que Rogério 157, na condição de chefe do tráfico local, ordenou a morte dos três.
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A denúncia relata que Rogério 157 passou a exercer a chefia do tráfico de drogas na Rocinha depois da prisão de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que dominava o local. A situação provocou descontentamento e um racha na quadrilha. Para manter-se no comando, então, ele deixou a facção criminosa que integrava e passou para a rival, iniciando uma sangrenta guerra contra os antigos aliados. As três vítimas integravam seu antigo bando, segundo o MPRJ, e foram surpreendidas pela conduta desleal e inesperada de “Rogério 157” ao trocar de facção criminosa: “não dando chances de defesa às vítimas, que imaginavam permanecer íntegro o conluio transgressor, quando, em verdade, já se tratavam de adversários pelo controle territorial do comércio ilegal de entorpecentes na Rocinha”. De acordo com a denúncia, Ítalo de Jesus Campos, vulgo Perninha, Robson Silva Alves Porto e Wellington Cipriano da Silva Filho foram mortos a tiros por Fernando dos Santos Alves, o Fê do Escadão. Tudo a mando de Rogério 157, que ordenou as mortes e prestou o auxílio necessário.

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