Veja na matéria as formas para saber se os direitos trabalhistas estão sendo respeitados
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Vestuário em Nova Friburgo (Stvinf) e o Sindicato Patronal ainda não chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial para o período de 2024/2026. A falta de consenso preocupa especialmente os trabalhadores informais, que atuam sem carteira assinada e, consequentemente, sem garantia de direitos trabalhistas básicos, como férias, 13º salário, FGTS e INSS.
Segundo Edil Nunes, administrador do Stvinf, uma reunião recente discutiu a Convenção Coletiva de Trabalho, mas não foi possível definir um índice de reajuste salarial. A inflação do período foi de 3,23%, enquanto a assembleia dos trabalhadores aprovou uma proposta de 10% de aumento a partir de 1º de maio de 2024. Diante do impasse, foi acordado prorrogar a Convenção em vigor até o fim das negociações, além de uma antecipação salarial de 3%, resultando nos seguintes pisos salariais:
Piso profissional (costureira): R$ 8,03 por hora – R$ 1.766,60 mensal
Piso de auxiliar de produção: R$ 7,34 por hora – R$ 1.614,80 mensal
Piso de cortador: R$ 8,19 por hora – R$ 1.801,80 mensal
Piso de supervisor: R$ 8,69 por hora – R$ 1.911,80 mensal
Edil Nunes enfatizou a necessidade de apoio aos trabalhadores, seja em empresas ou facções domiciliares, e disponibilizou os canais de contato do sindicato para orientação e suporte:
A negociação entre os sindicatos continua, e a expectativa é que um acordo satisfatório para ambas as partes seja alcançado em breve, garantindo melhores condições e direitos para todos os trabalhadores do setor.