Mudanças geram engarrafamento e muito transtorno. Veja como alterações vão afetar a volta pra casa
Milhares de passageiros precisaram mudar a rotina após um acidente envolvendo um ônibus e um trem no Rio. A colisão afetou linhas da SuperVia, fechou estações e gerou transtornos em um dos horários mais movimentados do dia. O impacto foi sentido tanto na capital quanto na Baixada Fluminense.
A manhã desta quinta-feira começou mais difícil para milhares de passageiros do Rio e da Baixada Fluminense. Um acidente envolvendo um ônibus e um trem na passagem de nível de Costa Barros, na Zona Norte, provocou mudanças emergenciais na circulação ferroviária, fechamento de estações e atraso na rotina de quem dependia do transporte público para trabalhar, estudar ou realizar atendimentos médicos.
O coletivo foi atingido pelo trem e tombou ao lado da linha férrea. Apesar da gravidade da cena, não houve registro de feridos, segundo informações divulgadas pela SuperVia e pelo Rio Ônibus.
O impacto, porém, foi além do local do acidente.
Passageiros enfrentaram plataformas lotadas, necessidade de baldeações improvisadas e dificuldade para conseguir alternativas de deslocamento em diferentes pontos do ramal Belford Roxo.
Estações fechadas e viagens interrompidas
Após a colisão, a SuperVia informou que o ramal Belford Roxo passou a operar parcialmente entre os trechos Central do Brasil x Mercadão de Madureira e Pavuna x Belford Roxo.
As estações Costa Barros, Barros Filho, Honório Gurgel e Rocha Miranda precisaram ser fechadas temporariamente.
Para quem saía da Zona Norte em direção ao Centro ou seguia da Baixada para outras regiões da capital, a mudança afetou diretamente o tempo de viagem e provocou incerteza sobre horários e conexões.
Em muitos casos, passageiros precisaram descer antes do destino final e buscar ônibus, vans ou aplicativos para completar o trajeto.
Acidente aconteceu em passagem de nível
Segundo a SuperVia, o motorista do ônibus não teria respeitado a sinalização da passagem de nível antes de atravessar os trilhos.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o coletivo tombado ao lado da ferrovia e equipes atuando na ocorrência.
O caso reacendeu entre passageiros uma preocupação antiga envolvendo travessias ferroviárias em áreas urbanas do Rio de Janeiro, especialmente em pontos de grande fluxo de veículos e pedestres.
Em bairros cortados pela linha férrea, interrupções como essa rapidamente provocam efeito em cadeia: trânsito mais lento, pontos cheios, viagens canceladas e aumento no tempo de deslocamento.
Reflexo vai além do local do acidente
Mesmo sem vítimas graves, o episódio teve impacto direto na dinâmica do transporte da cidade.
Quem utiliza o sistema ferroviário no horário de pico enfrentou dificuldade para reorganizar trajetos em cima da hora. Em alguns pontos, passageiros relataram demora por informações e plataformas mais cheias do que o normal após as alterações operacionais.
O acidente também voltou a expor como ocorrências em passagens de nível conseguem paralisar parte da mobilidade urbana do Rio em poucos minutos.
A concessionária informou que aguardava a atuação das autoridades para normalizar completamente a circulação dos trens.
O que diz a legislação
A SuperVia reforçou que, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, os trens possuem prioridade de passagem nas linhas férreas e que atravessar a via sem a devida parada é considerado infração gravíssima.
O Rio Ônibus informou que acompanha o caso.
Sobre o acidente
O que aconteceu em Costa Barros? Um ônibus foi atingido por um trem em uma passagem de nível na Zona Norte do Rio.
Houve feridos no acidente? Segundo informações divulgadas pela SuperVia e pelo Rio Ônibus, não houve vítimas.
Quais estações foram fechadas? Costa Barros, Barros Filho, Honório Gurgel e Rocha Miranda.
O ramal Belford Roxo continua operando? Sim, mas de forma parcial e com alterações temporárias na circulação.