Vista aérea de terminal de ônibus com plataformas cobertas, ao lado de uma linha férrea, ao pôr do sol.

Rio terá grande expansão no transporte público; obras já começaram

Projeto prevê conexão com o BRT e atendimento a seis municípios

A Prefeitura do Rio iniciou as obras do novo Terminal Intermodal de Campo Grande, na Zona Oeste, com investimento anunciado de R$ 71,3 milhões. Quando entrar em operação, a estrutura deverá reunir 33 linhas municipais e intermunicipais, oferecendo um ponto de conexão entre ônibus convencionais e o Terminal BRT Campo Grande.

O empreendimento será construído em uma área de 22,2 mil metros quadrados, entre a Rua Campo Grande e a Rua Padre Pauwels, nas proximidades da Estrada da Caroba. O prazo informado para as obras é de até dois anos.

O início da construção foi divulgado pela administração municipal na sexta-feira, 2 de outubro. O projeto foi desenvolvido pelas secretarias municipais de Infraestrutura e de Transportes para reorganizar a circulação dos ônibus e facilitar as conexões de passageiros na região.

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Terminal reunirá 21 linhas municipais e 12 intermunicipais

A previsão é que o novo espaço receba 21 linhas municipais da primeira fase do Sistema RIO, a nova concessão do transporte por ônibus da cidade.

Essas linhas deverão atender aos bairros de Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba. Para os moradores dessas localidades, a proposta é concentrar as conexões em um terminal com plataformas cobertas e ligação ao BRT.

Também estão previstas 12 linhas intermunicipais, conectando a capital a Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias.

Ao reunir serviços municipais e intermunicipais, o terminal deverá facilitar viagens que hoje dependem da combinação de diferentes linhas. A redução do tempo de deslocamento é um objetivo anunciado pela Prefeitura, mas o material divulgado não apresenta uma estimativa de quantos minutos poderão ser economizados.

A relação com os números das linhas, os itinerários e os horários de funcionamento também não foi detalhada no comunicado.

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Ligação com o BRT e capacidade para cerca de 60 ônibus

O projeto prevê capacidade para receber aproximadamente 60 ônibus simultaneamente, distribuídos em dois níveis. A conexão com o Terminal BRT Campo Grande será feita por uma passarela.

Essa ligação permitirá o deslocamento entre os ônibus convencionais e o sistema BRT. O comunicado, porém, não detalha as regras tarifárias das futuras conexões nem informa se haverá mudanças nas condições de integração.

O pavimento inferior terá entrada pela Rua Campo Grande, enquanto o superior será acessado pela Rua Padre Pauwels. Os dois níveis terão ligação interna e acesso à passarela que leva ao terminal do BRT.

A organização dos acessos faz parte da proposta de separar os fluxos de entrada e distribuir a operação entre os pavimentos.

Plataformas cobertas, elevador e sanitários

No nível superior, com aproximadamente 13,2 mil metros quadrados, serão construídas três plataformas cobertas e acessíveis. Esse pavimento poderá receber mais de 30 ônibus ao mesmo tempo.

A estrutura também terá área de apoio aos motoristas, guarita de segurança, sanitários públicos e para os profissionais do transporte, além de escadas e elevador para conexão com o piso inferior.

O nível inferior ocupará cerca de 8,9 mil metros quadrados e reunirá espaços destinados ao atendimento dos passageiros e ao suporte da operação. Estão previstas plataformas cobertas e acessíveis, sanitários públicos e sala administrativa para os motoristas.

Projeto inclui comércio local e bicicletário

Além das instalações para o transporte, o empreendimento prevê cerca de dez quiosques destinados ao comércio local.

Também será implantado um bicicletário, permitindo que passageiros combinem o uso da bicicleta com viagens de ônibus. O comunicado não informa a quantidade de vagas nem as condições de utilização desse espaço.

O secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos, afirmou que o empreendimento integra o Plano de Mobilidade de Campo Grande. Já o prefeito Eduardo Cavaliere, que participou do início das obras, destacou a concentração das linhas da região e a conexão com serviços intermunicipais.

A construção representa uma nova etapa desse planejamento. As mudanças na operação das linhas dependerão da conclusão da estrutura e da definição do funcionamento do terminal.

Prazo anunciado é de até dois anos

A Prefeitura informou prazo de até dois anos para as obras, sem apresentar uma data específica de inauguração.

O material divulgado também não detalha eventuais interdições, desvios ou alterações nos pontos de ônibus durante a construção. Essas informações serão necessárias para orientar quem circula pelas ruas Campo Grande e Padre Pauwels e pelo entorno da Estrada da Caroba.

Até a entrada em operação, a integração das 33 linhas e a capacidade anunciada para o novo terminal permanecem como características previstas no projeto.

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