Jovem mostra marcas de ferimentos no corpo, ao lado de bicicleta vermelha.

Polícia investiga denúncia de jovem mantido em tortura e trabalho forçado neste bairro no Rio

Rapaz de 22 anos teria sido submetido a agressões e ameaças. Marcas da violência foram reveladas. Imagens impressionam

Jovem pede ajuda após anos de violência

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a denúncia de um jovem de 22 anos que afirma ter sido submetido a tortura e trabalho forçado na comunidade do Fallet, em Santa Teresa. O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo), que confirmou ter iniciado diligências para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o rapaz com diversos ferimentos pelo corpo, resultado de agressões que, segundo relatos, teriam se repetido por anos.

Relatos de ameaças e dívida forçada

De acordo com informações apuradas, o jovem, natural de Minas Gerais, vivia sob controle de duas mulheres. Ele teria sido obrigado a trabalhar em condições degradantes para pagar uma suposta dívida de R$ 14 mil. Os relatos apontam ainda que o rapaz era alvo de agressões físicas e psicológicas constantes, incluindo queimaduras e ferimentos por faca. Para esconder as marcas, era forçado a usar roupas compridas, mesmo em dias de calor intenso.

Motoboys ajudaram na denúncia

O caso veio à tona quando o jovem procurou amigos motoboys que atuam como entregadores de aplicativo. Assustado, ele pediu ajuda afirmando que seria morto se voltasse para casa. Segundo testemunhas, o rapaz havia quebrado o celular e aproveitou o momento de vulnerabilidade para pedir socorro. Ao retornarem à residência onde ele vivia, os amigos encontraram o local vazio: as duas mulheres haviam desaparecido, levando os pertences.

Polícia acompanha investigação

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e que busca confirmar as circunstâncias relatadas pelo jovem, além de localizar as suspeitas. O caso é tratado com prioridade devido à gravidade das denúncias. O rapaz passa agora por acompanhamento médico e psicológico, enquanto autoridades apuram se ele foi vítima de um ciclo prolongado de violência e exploração.

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