Prefeitura teria como meta aplicar mais de 7.500 multas aos motoristas. Veja todas as informações na matéria
A Prefeitura de Nova Friburgo, por meio de sua Comissão Permanente de Pregão I, anunciou a abertura de uma licitação pública no formato Pregão Eletrônico para contratar uma empresa especializada em mobilidade urbana. O objetivo é implementar uma plataforma tecnológica integrada de gestão do estacionamento rotativo nas vias públicas da cidade.Com valor estimado em R$ 38.781.244,71, o contrato terá validade de cinco anos e contemplará serviços de locação e manutenção de equipamentos tecnológicos e suporte à operação do novo sistema de cobrança de vagas.
O que está previsto no edital?
A empresa vencedora será responsável por fornecer:
Parquímetros multivaga e multisserviço
Aplicativo para smartphone (módulo usuário)
Portal web de gestão
Terminais de autoatendimento (PDVs)
Veículos de fiscalização com câmeras e leitura de placas
Software de fiscalização manual e sistema integrador de gestão
Suporte técnico e equipamentos complementares
A licitação será realizada no dia 07 de maio de 2025, às 10h, pelo sitewww.gov.br/compras/pt-br.
Cobrança em três bairros e polêmica com meta de multas
O novo sistema será implantado, inicialmente, nos bairros de Olaria, Centro e Conselheiro Paulino. A medida, no entanto, já gera polêmica entre moradores e lideranças políticas.Segundo uma publicação do ex-deputado e opositor político do prefeito Johnny Maycon, Wanderson Nogueira, a Prefeitura teria estabelecido uma meta de 7.551 multas por mês com o novo modelo de estacionamento. A informação gerou questionamentos sobre o caráter educativo ou arrecadatório da medida.A gestão municipal ainda não se pronunciou oficialmente sobre a suposta meta de autuações.
Tecnologia e controle
Com o novo sistema, espera-se um controle mais rigoroso do uso das vagas rotativas, com base em monitoramento eletrônico, automação de cobrança e maior fiscalização. A intenção, segundo o edital, é organizar o fluxo de veículos e garantir rotatividade nas áreas comerciais. O investimento alto e a meta de multas, no entanto, reacendem o debate sobre o equilíbrio entre modernização e impacto para os cidadãos.