Proposta inclui l conclusão da Linha 2 e integrar as tarifas estaduais
Um plano de mobilidade apresentado para a próxima gestão estadual prevê iniciar, a partir de 2027, uma ampla reorganização do transporte público no Rio de Janeiro. As intervenções propostas incluem a expansão do metrô até a Baixada Fluminense, a conclusão da Linha 2, a implantação da Linha 3 e a recuperação da malha ferroviária.
O projeto também estabelece como prioridades a criação de um sistema público de bilhetagem eletrônica estadual, a integração tarifária entre os diferentes meios de transporte e a adoção de medidas para reduzir o custo das passagens.
As propostas têm potencial para beneficiar principalmente moradores da Baixada Fluminense, de São Gonçalo, da Zona Oeste e de outras áreas que enfrentam viagens longas, superlotação e poucas alternativas de deslocamento.
Apesar da previsão de execução a partir de 2027, ainda não foram apresentados cronogramas detalhados, fontes de financiamento, projetos executivos, licitações ou contratos para as intervenções. Esses procedimentos serão necessários para que as expansões avancem efetivamente.
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Metrô poderá chegar à Baixada Fluminense
Uma das frentes prevê prolongar o sistema metroviário a partir da Pavuna, atual estação terminal da Linha 2, para atender São João de Meriti e Belford Roxo.
A expansão criaria uma nova ligação de alta capacidade entre a Baixada Fluminense e a cidade do Rio, reduzindo a dependência dos moradores em relação aos ônibus e aos trens metropolitanos.
O traçado exato, a localização das futuras estações, o custo das intervenções e o prazo de execução ainda precisarão ser definidos por estudos técnicos.
Atualmente, a Linha 2 parte da Pavuna e segue até Botafogo durante a operação regular, compartilhando parte do trajeto com a Linha 1. A configuração oficial pode ser consultada no mapa do MetrôRio.
Conclusão da Linha 2 abriria caminho para a Linha 3
Outro eixo propõe retomar o traçado originalmente planejado para a Linha 2 entre o Estácio e a região da Praça XV, no Centro do Rio.
A conclusão desse trecho permitiria criar uma conexão própria da Linha 2 com o Centro, diminuindo a dependência do compartilhamento de trilhos com a Linha 1.
O projeto também é apresentado como uma etapa necessária para a futura Linha 3, planejada para ligar o Rio a São Gonçalo. Essa conexão atenderia uma das áreas mais populosas da Região Metropolitana e poderia ampliar as alternativas de transporte entre os dois lados da Baía de Guanabara.
Não há, contudo, confirmação sobre o modelo de travessia da Baía, as estações, o orçamento ou o cronograma da Linha 3.
Recuperação dos trens atenderia Baixada e Zona Oeste
O plano prevê ainda a recuperação da malha ferroviária metropolitana, utilizada diariamente por moradores da Baixada Fluminense, Zona Oeste e municípios do entorno da Capital.
As intervenções propostas envolvem a aquisição gradual de novos trens, recuperação das estações e implantação de sistemas operacionais capazes de reduzir o intervalo entre as composições.
A intenção é aproximar o funcionamento dos trens metropolitanos do padrão de frequência e regularidade de um sistema de metrô. Para isso, seriam necessários investimentos em material rodante, sinalização, energia, trilhos, manutenção e segurança.
A definição do futuro modelo de operação também será essencial para estabelecer responsabilidades, metas de qualidade e mecanismos de fiscalização.
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Bilhetagem estadual permitiria integração entre modais
A terceira frente é a implantação de uma bilhetagem eletrônica pública em âmbito estadual. O sistema seria responsável por registrar as viagens e integrar pagamentos de metrô, trens, ônibus intermunicipais e outros serviços de transporte.
O modelo proposto toma como referência o Jaé, sistema público utilizado no transporte municipal da cidade do Rio. O passageiro pode pagar a passagem por aplicativo, QR Code, cartão físico ou cartão digital.
Segundo dados divulgados pela Prefeitura do Rio, o Jaé ultrapassou a marca de um bilhão de embarques em agosto de 2026. A ferramenta integra ônibus municipais, BRT, VLT, vans e transportes complementares.
A implantação de um sistema estadual permitiria ao poder público acessar diretamente os dados de arrecadação, número de viagens, integrações e subsídios. Essas informações são fundamentais para calcular o custo real do transporte e planejar eventuais reduções tarifárias.
O que ainda precisa acontecer
Para que as intervenções comecem efetivamente em 2027, o planejamento deverá avançar por diferentes etapas:
- elaboração ou atualização dos projetos de engenharia;
- definição dos traçados e das futuras estações;
- realização de estudos ambientais;
- apresentação das fontes de financiamento;
- inclusão dos recursos no orçamento estadual;
- publicação de editais e realização de licitações;
- definição do modelo de operação;
- estabelecimento de prazos e metas verificáveis.
Sem essas etapas, as expansões permanecem no campo do planejamento. A confirmação de qualquer obra dependerá da publicação de atos oficiais, contratos e cronogramas pelo próximo governo estadual.
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