Durante visita a Nova Friburgo, deputado André Ceciliano, ouviu pedido de uma proposta que desse “alívio nas contas de empresas”
O deputado estadual e presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), vai propor nesta terça-feira, 7, um projeto de lei que dispõe sobre o parcelamento de débitos fiscais dos devedores em recuperação judicial. O projeto pode ter impacto diretamente em Nova Friburgo.Durante a visita ao município na última semana, a comitiva da Alerj recebeu diversas sugestões de melhorias para os setores produtivos do município. O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas de Nova Friburgo, Jackson Thedin, pediu um alívio nas contas das empresas.“Precisamos de um refinanciamento de dívidas tributárias com base no percentual das receitas atuais das empresas, principalmente devido à pandemia de coronavírus”, afirmou.Quanto à demanda, Ceciliano afirmou que tentará incluir uma emenda ao Projeto de Lei 5.982/22, de sua autoria, que estará na pauta da ordem do dia desta terça-feira, 7. Já o empresário do setor metal-mecânico, proprietário da indústria Haga, José Luiz Abicalil, destacou três pontos principais para o desenvolvimento de Nova Friburgo. Segundo ele, a infraestrutura de logística e a segurança são dois grandes problemas. Abicalil também pediu reformas tributárias, como o fim da substituição tributária e do Fundo Orçamentário Temporário (Fot) para pequenas empresas.“As melhorias das legislações tributárias e das estradas da região são fundamentais. Em dois anos, o custo do frete subiu de 3% da mercadoria para 5,1%. Outro grande problema é a segurança pública. Muitas empresas precisam contratar guardas armadas para utilizar as rodovias de acesso a Nova Friburgo”, explicou.O Polo metal-mecânico de Nova Friburgo é um dos mais importantes do estado. Segundo dados do Sindicato Metalúrgico do município (Sindmetal), 80% de todo cimento utilizado na cidade do Rio tem origem em Friburgo. O município também é responsável por 25% da produção nacional de cadeados e fechaduras.Outra indústria pujante da cidade serrana é a de moda íntima. Friburgo é responsável por 25% da produção nacional do setor e conta com aproximadamente 1.300 confecções. O município também é a sede da Fevest, mais importante feira brasileira do setor.