Operação policial na Avenida Brasil, com motos e ônibus parados.

Operação policial fecha Avenida Brasil e Linha Vermelha. Trens e BRTs afetados. Mandados visam liderança do Terceiro Comando Puro.

Operação policial afeta o trânsito e transporte público no Rio de Janeiro. Pessoas estão deitadas no chão da Av. Brasil neste momento. Veja as informações atualizadas sobre a ação de segurança que mira traficantes do TCP

Megaoperação mira traficantes do Terceiro Comando Puro e fecha principais vias do Rio

Na manhã desta terça-feira (10), o Rio de Janeiro amanheceu sob forte tensão. Uma grande operação da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, foi deflagrada no Complexo de Israel, zona norte da capital, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). O Rio encontra-se em estágio 2 em razão de ocorrência de alto impacto. A ação, fruto de sete meses de investigação, teve como alvo uma das facções mais violentas do estado, que atua fortemente nas comunidades de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau.

Entenda a Mudança: vias importantes interditadas e mobilidade afetada

Como medida de segurança, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha foram fechadas nas primeiras horas da manhã, provocando forte impacto no trânsito da cidade. Pelo menos cinco blindados e dezenas de viaturas estão no local, com algumas viaturas atravessadas na pista, interrompendo completamente o fluxo no sentido Centro da Avenida Brasil, entre Cidade Alta e Vigário Geral.

Trens e BRTs paralisados

O tiroteio na região afetou também o transporte público:
  • A rede aérea da SuperVia foi atingida por volta das 6h05 na altura de Parada de Lucas. 
  • Ramal Saracuruna opera apenas entre Central do Brasil e Penha. 
  • Técnicos aguardam segurança para acessar o trecho e realizar reparos. 
A Mobi Rio suspendeu temporariamente a operação do corredor exclusivo de BRT no trecho afetado. As linhas 60 (Deodoro x Gentileza – Parador), 61 (Expresso) e 71 (Vigário Geral x Gentileza – Expresso) funcionam com intervalos irregulares.

Quem são os alvos: 44 traficantes e a liderança de “Peixão”

Segundo a Polícia Civil, a operação visa 44 integrantes do TCP que não possuíam mandados anteriores, mas que foram identificados por meio de novas provas. A investigação revelou uma organização criminosa altamente estruturada, liderada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, um dos criminosos mais procurados do estado. O grupo utilizava drones para monitorar a polícia, barricadas, toque de recolher, e até controlava serviços públicos nas áreas sob seu domínio. Também há denúncias de intolerância religiosa promovida pela facção.

O que fazer agora: evite a região e acompanhe os canais oficiais

A orientação é clara: evite a região da Zona Norte do Rio, especialmente os trechos entre Cidade Alta e Vigário Geral. A Polícia Militar segue no local com apoio de unidades especializadas, como o BOPE e a CORE.

Operação também mira estrutura física do tráfico

Duas construções irregulares usadas como bases de ataque serão demolidas com autorização judicial. Esses imóveis contavam com seteiras — aberturas para disparos — e eram usados como pontos estratégicos de confronto armado. Além das prisões, a ação busca apreender armas de fogo, drogas, rádios, documentos e aparelhos eletrônicos que ajudem a reforçar o processo penal contra os envolvidos.

Facção tinha núcleo para derrubar helicópteros da polícia

As investigações também identificaram um núcleo especializado em tentar abater aeronaves policiais. O grupo possuía armamento de grosso calibre e treinamento militar para esse tipo de ação, revelando o alto grau de preparação da facção.

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