Identidades foram reveladas. Clientes relataram prejuízos e MPRJ pediu a prisão dos envolvidos
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou empresários do turismo por estelionato após a venda de pacotes que não foram entregues. A Promotoria pede prisão preventiva e suspensão das empresas envolvidas.
Denúncia do MPRJ envolve pacotes turísticos não entregues: A 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro denunciou, no dia 8 de janeiro, três empresários do setor de turismo pelo crime de estelionato. A apuração indica prejuízo financeiro superior a R$ 76 mil a um cliente que adquiriu pacotes turísticos que não foram prestados. Segundo a denúncia apresentada à Justiça, o valor total do prejuízo chega a R$ 76.874,00. As informações constam de procedimento encaminhado à 1ª Vara das Garantias da Capital, conforme dados do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Pacotes ligados a eventos esportivos e viagem internacional: De acordo com o MPRJ, a vítima adquiriu três pacotes distintos junto à empresa Outsiders Tours. Os serviços estavam relacionados às finais da Liga dos Campeões da Europa de 2024 e 2025, além de uma viagem internacional para Israel. A denúncia descreve que, mesmo após sucessivas promessas e acordos, os compromissos assumidos não foram cumpridos. Com o passar do tempo, o cliente percebeu que os serviços contratados não seriam entregues, caracterizando, segundo o órgão, a prática reiterada de estelionato.
Empresários denunciados e empresas citadas: O proprietário da Outsiders Tours, Fernando Sampaio de Souza e Silva, foi denunciado e teve a prisão preventiva requerida pela Promotoria. Também foram denunciados Armando Raymundo Neto, dono da empresa Turisport Turismo, e Letícia Coppi e Silva. Conforme a denúncia, Letícia Coppi e Silva é esposa de Fernando e teria atuado em ambas as empresas. Ela também figura como sócia de outra empresa do ramo turístico, a Arena Consultoria Esportiva, fundada cerca de dois meses antes do encerramento das atividades da Outsiders Tours.
Pedido de suspensão das atividades das empresas: Além das denúncias criminais, o Ministério Público requereu à Justiça a suspensão das atividades das três empresas envolvidas. O pedido se baseia na avaliação de que as companhias não estariam operando como empreendimentos comerciais legítimos. Em trecho da denúncia, a Promotoria afirma que as empresas “não funcionam como instrumento legítimo de atividade comercial, mas sim como meio estruturado para a execução do estelionato”, sendo utilizadas, segundo o órgão, como fachada para captação de clientes, recebimento de valores e posterior abandono das obrigações contratuais.
Tramitação do caso na Justiça do Rio: A denúncia foi encaminhada à 1ª Vara das Garantias da Capital, que deverá analisar os pedidos de prisão preventiva e de suspensão das atividades empresariais. As medidas solicitadas seguem agora para apreciação judicial, conforme os trâmites legais. O EcoSerrano acompanha o caso e reforça que as informações se baseiam exclusivamente no conteúdo da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
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