“LAJE vive tempos de insegurança e incerteza”, publicou voluntário após alegar que Prefeitura tenta desapropriar parte do imóvel

Executivo esclarece em nota que terreno é da Prefeitura e tenta buscar uma adequação para garantir funcionamento tanto do LAJE quanto da Pestalozzi no local. Entenda o caso na reportagem

O Lar Abrigo Amor a Jesus (LAJE) está sob ameaça. É o que afirma um voluntário da instituição que abriga há quase 100 anos dezenas de idosos em situação de vulnerabilidade, em Nova Friburgo-RJ. Segundo o voluntário, na última terça-feira, 19, o abrigo foi comunicado pela Prefeitura Municipal de Nova Friburgo que o contrato de cessão de uso celebrado em 1927, referente ao terreno onde está construída a Instituição não tem validade. Por esta razão, a Procuradoria do Município quer desapropriar parte do imóvel, local onde funciona o Bazar permanente do LAJE e o Projeto Fraldão. “Dois departamentos imprescindíveis para o funcionamento da nossa Casa”, informou Rogério Alves, voluntário e ex-diretor do abrigo. Ainda de acordo com uma carta aberta escrita pelo ex-diretor, o LAJE vem sendo assolado constantemente por notícias ruins: “1°- Vigilância Sanitária nos impondo a contratação de mais 12 funcionários por força de lei estadual. Hoje já temos 67 funcionários CLT e 04 prestadores de serviço; 2°- Suspensão do fornecimento de água que sempre foi pela Municipalidade desde 1927; 3°- Suspensão do contrato de cessão de uso do terreno onde construímos o LAJE. Ameaça de desapropriação de parte do terreno onde estão o nosso bazar permanente e o projeto fraldão.”, listou Rogério. A situação, de acordo com ele, fez com que o LAJE suspendesse todas as internações, as obras e projetos. “O que a instituição vive hoje é uma insegurança e um tempo de incertezas”, afirmou o voluntário.

Esclarecimento da Prefeitura de Nova Friburgo

Após grande repercussão, o Poder Executivo Municipal informou por meio de uma nota publicada nas redes sociais um esclarecimento quanto aos fatos referentes ao Lar Abrigo Amor a Jesus. Veja na íntegra: “De início, cumpre destacar que o Município reconhece a importância da instituição, que presta relevante serviço de natureza assistencial para os nossos queridos idosos. Com relação aos fatos, é de se lamentar a nota divulgada por um representante da instituição na presente data, tendo em vista que, na data de ontem (terça-feira), dia 19, o prefeito, a Procuradoria e a Assistência Social receberam os representantes do LAJE para dialogar sobre todos os acontecimentos. A interrupção no fornecimento de água decorre da ausência de previsão legal que autorize a manutenção dos pagamentos. A Administração Pública só pode fazer ou deixar de fazer o que a lei autoriza, ou seja, diante da ausência de normativa legal, não há amparo para o pagamento, e um termo de cessão não é instrumento apto a balizar tal medida. Entretanto, a Administração Pública nunca deixou de buscar medidas para solucionar a questão, tanto é que propôs aos representantes do LAJE a celebração de um termo de acordo para pagamento até o fim do ano e, posteriormente, aumentar a subvenção ou verificar a possibilidade de concessão de isenção junto a Águas de Nova Friburgo. Quanto ao termo de cessão, fato é que o vínculo é precário, celebrado há quase cem anos atrás, estando em dissonância com o ordenamento jurídico atual, o que justifica a possibilidade de adequação aos moldes recomendados. Além disso, não há que se falar em desapropriação, pois o imóvel pertence ao Município. Então, é inconcebível que seja desapropriado bem que é de titularidade do próprio Município. Não obstante, a medida de adequação do termo busca também assegurar a manutenção da Pestalozzi no local, eis que ambas as instituições, há aproximadamente 10 anos até a atualidade, convivem no mesmo espaço, sendo importante que as duas possam usufruir do espaço público devido às relevantes atividades sociais prestadas. Inclusive, representantes da Pestalozzi procuraram a Prefeitura com receio de perderem o espaço para o LAJE, e na ocasião foi assegurado que eles não ficarão desassistidos. Portanto, as eventuais adequações ao termo de cessão buscam assegurar a estrita legal, assim como a manutenção da Pestalozzi no local, que pertence ao Município. Quanto aos pontos alegados sobre a vigilância sanitária, trata-se de atuação de órgão técnico, autônomo e independente que está exigindo apenas o cumprimento da normativa legal para assegurar o direito de todos que se encontram-se no LAJE. Por fim, o Município informa que não deixará de adotar esforços para resolver toda a problemática, nem deixará a população de Nova Friburgo desassistida. A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial. Redes Sociais do EcoSerrano Telegram Grupo de Whatsapp 3 Grupo de Whatsapp 2    Grupo de Whatsapp 1   Instagram: @ecoserrano Facebook: @ecoserranoo Twitter: @serrano_eco Youtube: EcoSerrano
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