Vítimas do Incêndio do Ninho do Urubu - Montagem Foto CNN

Justiça aponta responsáveis por tragédia sede do Flamengo

Tragédia matou 10 meninos da base, em 2019. Veja quem são as pessoas que estão sendo responsabilizadas

⚖️ MPRJ pede condenação de acusados por incêndio no Ninho do Urubu

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu neste domingo (11/05) a condenação criminal de todos os acusados pelo incêndio culposo que atingiu o Centro de Treinamento do Flamengo (Ninho do Urubu), em 08 de fevereiro de 2019, e resultou na morte de dez adolescentes e ferimentos em outros três menores de idade. O episódio, classificado como “a maior tragédia da história do Flamengo”, foi tratado com rigor técnico pelo órgão ministerial, que concluiu que o incêndio poderia e deveria ter sido evitado.

👨‍⚖️ Entenda o pedido de condenação

Após mais de três anos de instrução criminal e oitiva de mais de 40 testemunhas, o MPRJ entende que há provas suficientes para responsabilizar os sete acusados remanescentes que, à época dos fatos, tinham responsabilidade direta sobre a estrutura, o funcionamento e a segurança do alojamento dos atletas.

Acusados citados pelo MPRJ:

  • Antonio Marcio Mongelli Garotti e Marcelo Maia de Sá: cargos de administração do CT.
  • Claudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Fabio Hilario da Silva e Weslley Gimenes: responsáveis pelos contêineres.
  • Edson Colman da Silva: técnico responsável pela manutenção dos aparelhos de ar-condicionado.

⛔ CT funcionava sem alvará e já havia sido interditado

O MPRJ destacou que o Centro de Treinamento funcionava de forma irregular, sem alvará de funcionamento e sem certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros. O local já havia sido autuado e interditado diversas vezes, mas continuava operando com adolescentes alojados em contêineres adaptados de forma precária. A promotora de Justiça ressaltou que os acusados tinham conhecimento das irregularidades, mas optaram por manter o funcionamento do CT mesmo diante do risco iminente à vida dos jovens atletas.

🔥 Falhas estruturais e técnicas contribuíram para a tragédia

A perícia identificou que o incêndio teve origem em um dos aparelhos de ar-condicionado, após um fenômeno termoelétrico, agravado pela falta de manutenção preventiva. Os contêineres usados como alojamento apresentavam múltiplas falhas de segurança:
  • Janelas com grades impedindo fuga;
  • Portas de correr que emperraram com o calor;
  • Apenas uma porta de saída, descentralizada e distante do quarto onde morreram os dez jovens;
  • Falta de sistema de combate a incêndio;
  • Uso de materiais altamente inflamáveis, sem tratamento antichamas.

⚖️ “Crime não foi fatalidade”, diz MPRJ

Em seus memoriais, o MPRJ foi enfático ao afirmar que a tragédia não pode ser tratada como acidente inevitável ou uma simples fatalidade. A promotoria defende que houve violação clara do dever de cuidado e que os acusados aumentaram os riscos conscientemente, o que deve levar à condenação como resposta penal justa e necessária.

⚠️ Redução do número de réus

Dos onze denunciados inicialmente, quatro foram excluídos do processo:
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