Passageiros relatam desaparecimento do QR Code e dificuldades para pagar a passagem; veja como resolver o problema
A empresa responsável pelo Jaé afirma que a instabilidade identificada na semana passada foi resolvida. Na prática, porém, passageiros continuam encontrando dificuldades para utilizar o aplicativo nesta terça-feira, 21 de julho.A principal reclamação envolve o desaparecimento do QR Code usado para pagar a passagem. Sem o código, usuários relatam que não conseguem passar pelos validadores e, consequentemente, enfrentam problemas para embarcar nos ônibus municipais.A falha ganhou ainda mais peso depois que os coletivos da cidade deixaram de aceitar dinheiro em espécie, no dia 28 de junho. Quem não possui o cartão físico depende do aplicativo ou das demais formas digitais disponíveis no validador para pagar a tarifa.Nas redes sociais e em grupos de mensagens, passageiros demonstram revolta. Há relatos de pessoas obrigadas a procurar outra forma de pagamento, pedir ajuda ou até desistir do embarque.
Segundo os usuários, a instabilidade começou depois da atualização necessária para a utilização do Rio Rotativo, novo sistema digital de estacionamento nas ruas da cidade.Em parte dos aparelhos, o aplicativo abre normalmente, mas deixa de apresentar o QR Code. Também existem reclamações sobre demora no carregamento, falhas de recarga e erros relacionados à integração dos meios de pagamento.O Jaé informou que identificou uma instabilidade na semana passada, mas declarou que o problema já havia sido corrigido. A empresa também reforçou a necessidade de manter o aplicativo atualizado.Apesar da posição oficial, novos relatos recebidos nesta terça-feira indicam que a plataforma ainda não funciona normalmente para todos os usuários.A versão disponível na loja oficial do Android foi atualizada em 17 de julho e mantém o pagamento por QR Code entre as principais funcionalidades anunciadas pelo Jaé.Google Play
Veja o que fazer se o QR Code não aparecer
A orientação divulgada pela Prefeitura é verificar se a atualização foi concluída dentro do próprio aplicativo. Atualizar apenas pela Play Store ou App Store pode não ser suficiente.O passageiro deve seguir estes passos:
Acesse a Play Store, no Android, ou a App Store, no iPhone.
Procure pelo aplicativo Jaé e confirme se existe alguma atualização pendente.
Depois da atualização, abra o Jaé normalmente.
Na tela inicial, deslize a página para baixo, como se estivesse atualizando uma página da internet.
Aguarde o carregamento e verifique se o QR Code voltou a ser apresentado.
Antes de sair de casa, é recomendável abrir o aplicativo e conferir se o código está sendo gerado. Isso reduz o risco de descobrir a falha somente no momento de passar pelo validador.
Desinstalar e instalar novamente pode funcionar
Passageiros relatam que conseguiram recuperar o QR Code depois de desinstalar e instalar novamente o aplicativo.Esse procedimento, no entanto, deve ser usado como uma segunda tentativa. Antes de apagar o Jaé, o usuário deve confirmar se possui os dados necessários para entrar novamente na conta.O passo a passo é:
Verifique se conhece o login e a senha da conta;
Desinstale o aplicativo;
Baixe novamente pela loja oficial do celular;
Entre na mesma conta;
Atualize a tela inicial puxando-a para baixo;
Confira o saldo e tente gerar o QR Code antes do embarque.
O relato de que essa medida funcionou para alguns passageiros não significa que resolverá todos os casos. Falhas ligadas à conta, recarga ou ao próprio sistema podem exigir atendimento da empresa.
Como pagar se o aplicativo não funcionar
Caso o QR Code continue indisponível, o passageiro pode tentar utilizar o cartão físico Jaé. Outra alternativa informada para os ônibus municipais é o pagamento por Pix diretamente no validador, seguindo as instruções apresentadas no equipamento.É importante não confundir a modalidade com o QR Code gerado pelo aplicativo. No pagamento por Pix, o passageiro deve utilizar o aplicativo de sua instituição financeira para concluir a operação indicada pelo validador.Quem depende exclusivamente do celular deve conferir o funcionamento antes de iniciar a viagem. A instabilidade pode ser intermitente: o aplicativo funciona em determinado momento e volta a apresentar erro depois.
Falha não teria relação com o Rio Rotativo
Embora as reclamações tenham aumentado após a atualização que incluiu o Rio Rotativo, a Prefeitura do Rio afirma que a instabilidade não está relacionada ao novo serviço de estacionamento.O Rio Rotativo Digital entrou em operação pelo Jaé no dia 17 de julho, substituindo os antigos talões de papel e o pagamento em dinheiro.Para utilizar o estacionamento, o motorista precisa atualizar o aplicativo, cadastrar o veículo e adicionar saldo à carteira digital.Depois de estacionar, é necessário acessar a área “Rio Rotativo” e confirmar a localização indicada pelo GPS. O valor é de R$ 2 por um período de duas horas.
Como usar o Rio Rotativo
O procedimento indicado é:
Atualizar o Jaé para a versão mais recente;
Adicionar créditos por Pix ou cartão de crédito;
Fazer uma recarga mínima de R$ 10;
Cadastrar placa, marca, modelo e cor do veículo na área “Veículos”;
Acessar a opção “Rio Rotativo” depois de estacionar;
Conferir se o endereço identificado pelo GPS está correto;
Confirmar a ativação do estacionamento.
O valor de R$ 2 será descontado da carteira digital. Por isso, o motorista deve conferir a localização com atenção antes de confirmar.
Recarga não apareceu ou passagem foi cobrada duas vezes?
Passageiros também relatam recargas que não aparecem imediatamente e possíveis cobranças duplicadas. Nesses casos, desinstalar o aplicativo pode não resolver.O usuário deve guardar comprovantes, tirar prints do saldo e do histórico de utilização e anotar data, horário, linha do ônibus e número do veículo, quando possível. Essas informações ajudam a identificar a operação questionada.O atendimento do Jaé pode ser procurado pelo e-mail falacomigo@jae.com.br.Também existem pontos presenciais, incluindo unidades no Terminal Gentileza, Terminal Alvorada e na região da estação Cidade Nova.Ao procurar atendimento, o passageiro deve solicitar um número de protocolo e guardar todos os registros até a solução do problema.ACOMPANHE O ECOSERRANO