A construção do Cristo Redentor na década de 1930 — Foto Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro

Imagens raras da construção do Cristo Redentor podem ser perdidas

Veja na reportagem fotos inéditas da construção de um dos pontos turísticos mais famosos do Brasil e do mundo

A icônica estátua do Cristo Redentor, inaugurada em 1931, teve sua construção registrada em imagens raras que agora fazem parte de uma coleção digital disponibilizada pelo Google Arts & Culture. Esse acervo, lançado durante o G20 no Rio de Janeiro, resgata momentos preciosos do passado carioca, incluindo filmes e fotografias que abrangem de 1920 a 1940 (fotos no final da matéria). Com mais de 500 imagens e 124 filmes, a exposição foi fruto de uma parceria entre o Google, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense (UFF). Entre os destaques estão registros da construção do Cristo, que levou cinco anos para ser concluído, e o desenvolvimento urbano da cidade, como o desmonte do Morro do Castelo, que deu lugar à Esplanada do Castelo. A restauração dos filmes antigos foi um processo desafiador. O material, gravado em rolos fotográficos de mais de 60 anos, sofria da Síndrome do Vinagre, uma deterioração química que ameaça a integridade dos registros. Graças à digitalização, essas memórias foram eternizadas e agora podem ser acessadas globalmente. Outro marco histórico resgatado é um filme de 1930 que mostra a orla de Copacabana. O famoso Copacabana Palace e a Avenida Atlântica são preservados até hoje, mas o Morro do Inhangá, parcialmente demolido, é uma recordação do passado. O projeto não apenas oferece um olhar para o passado do Rio de Janeiro, mas também fortalece a importância de preservar a memória histórica. “É um pedaço da história do Rio revitalizado e eternizado. Seu valor é inestimável”, destacou Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, em nota oficial.  

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