Caso repercutiu nacionalmente. Advogada com grande influência nas redes sociais afirma que irá apresentar queixa. Em conversa com EcoSerrano, ela se defendeu das acusações e falou o que realmente aconteceu. Veja os detalhes na matéria
A historiadora, pesquisadora e escritora Janaína Botelho, presidente da Academia Friburguense de Letras, está sendo acusada por usuários do Instagram de propagar discurso de ódio contra o povo judeu e defender pensamentos antissemitas. Segundo usuários da rede social X (antigo Twitter), a historiadora teria feito postagens e até respondido comentários que, supostamente, denotam discurso de ódio direcionado ao povo judaico. O caso ganhou repercussão quando a advogada Flavia Ferronato, com um perfil de quase 670 mil seguidores no X e 26 mil no Instagram, publicou um print com as supostas postagens.
Segundo ela, as publicações de Janaína já estão com um time de advogados que estudam fazer uma queixa criminal contra a escritora friburguense. Além disso, outros usuários informaram que já denunciaram a escritora ao MPRJ.
Postagens seriam montagens
A escritora friburguense publicou em seu perfil no Facebook um comunicado sobre o caso. A historiadora disse que ao longo de sua carreira, produziu diversos documentários e materiais audiovisuais contando a história de judeus e que jamais defendeu qualquer ideia de discurso de ódio. Veja a publicação na íntegra.
“Olá pessoal, existe uma campanha para macular a minha imagem e estão sendo veiculados falsos prints colocando a minha foto e me acusando de antissemitismo. Eu jamais fui anti semita! Prova disto foi que fiz um documentário com o falecido Jaime Segal sobre a perseguição de seus pais judeus em Nova Friburgo. Coloquem na busca do Google “Nazimo Nova Friburgo” e vão encontrar diversos artigos meus que são prova de que jamais fui anti semita. Tenho muitos amigos e apreço a comunidade judaica no Brasil”, escreveu a historiadora. Em seguida, Janaína publicou o link do documentário, que o leitor pode assistir clicando aqui: https://www.youtube.com/watch?v=A0jHj0IIZ8c&si=_yjxl12gmF1ZpZp1&fbclid=IwAR2gfz1-12r6J75w7xDeluFPnDbJtk-Npq78isKv8UqmUpOCmmCaQifbd4A
Conversa com o EcoSerrano
Janaína conversou com exclusividade com o EcoSerrano. Ao portal, ela reiterou que não possui posição antissemita, ao qual é acusada. Segundo Janaína, ela publicou comentários em perfis que abordam a guerra Israel x Palestina e que, alguns desses comentários foram retirados de contexto.
A historiadora também informou que um membro da comunidade judaica já havia exigido, há cerca de 1 mês, de posse desses prints, que ela se retratasse. Janaína respondeu que seu comentário “Eu também sou antissemita. E daí?”, na realidade foi modificado pelo aparelho celular. Segundo ela, sua intenção era escrever “antisionista”, o que denotaria um sentido totalmente diferente. No entanto, ela não reparou no erro de digitação. Ao membro da comunidade judaica, ela pediu sinceras desculpas.
A escritora disse ainda que se excedeu um pouco em alguns comentários em relação ao conflito no oriente médio, mas que jamais se posicionou contra o povo judeu, se colocou ao lado da corrente nazista e defendeu qualquer discurso de ódio.
Janaína alertou que alguns comentários foram retirados do contexto. Por fim, a historiadora afirmou que sua história e trabalho deram voz justamente contra o nazismo e aos oprimidos pelo regime de Hitler e que isso depõe em seu favor. Ao final da conversa, Janaína revelou que durante esta quinta-feira, 22, recebeu diversas mensagens em suas redes sociais e no telefone em tons de ameaça.
A reprodução deste conteúdo em parte ou em sua totalidade, sem prévia autorização do EcoSerrano, pode acarretar em violação dos direitos autorais e resultar em uma ação judicial.
Redes Sociais do EcoSerrano
Telegram
Grupo de Whatsapp 3
Grupo de Whatsapp 2
Grupo de Whatsapp 1
Instagram: @ecoserrano
Facebook: @ecoserranoo
Twitter: @serrano_eco
Youtube: EcoSerrano