Policial militar com colete tático e a inscrição 'Polícia Militar'.

Famoso policial militar vira réu por invasão, constrangimento ilegal e uso indevido de força

Caso aconteceu na Zona Sul e teve grande repercussão. Identidade foi revelada, veja na reportagem

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Ação do GAESP destaca uso indevido da força e pede suspensão do oficial do cargo

Denúncia do GAESP revela graves irregularidades em operação no Flamengo

O Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o tenente-coronel Ivan Souza Blaz Júnior, da Polícia Militar, pelos crimes de constrangimento ilegal e invasão de domicílio. A ação ilegal ocorreu em janeiro de 2025, durante uma operação no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio, quando Blaz era comandante do 2º BPM (Botafogo). A denúncia foi oferecida à 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar, e o MPRJ requer, inclusive, a suspensão imediata da função pública do oficial.

Operação sem mandado nem flagrante

Segundo o MPRJ, a ação partiu de uma denúncia anônima que apontava a presença do narcotraficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, visitando seu pai em um apartamento do edifício. Mesmo sem mandado judicial ou indícios concretos de flagrante, Blaz autorizou a ação e compareceu pessoalmente ao local. Para tentar burlar a segurança, se disfarçou de civil, portando uma lata de cerveja e fingindo ser parte de um casal com um sargento. Após ter a entrada negada pelo porteiro, aguardou nas imediações até conseguir forçar a entrada com outros PMs.

Uso de arma, violência psicológica e celulares apreendidos

De acordo com os promotores do GAESP, o tenente-coronel sacou a arma e obrigou o porteiro a deitar no chão, conduzindo-o em seguida a vistoriar todos os andares do prédio. Ainda, dois moradores foram coagidos a entregar seus celulares e a permanecer sob vigilância, sem qualquer justificativa formal. A conduta, segundo o Ministério Público, representa abuso claro da função e violação de garantias constitucionais de inviolabilidade do lar e da liberdade individual. O processo segue em tramitação na Auditoria da Justiça Militar.

Caso levanta debate sobre limites da autoridade policial

A denúncia reacende o debate sobre o uso desproporcional da força policial e os limites legais da atuação da PM. O GAESP/MPRJ reforça que operações devem obedecer critérios legais mínimos — como mandado judicial ou situação flagrancial — para preservar direitos civis fundamentais.

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