Moradores receberam informações sobre tarifas, ligações dos imóveis, andamento das obras e funcionamento da futura ETE Cônego
A implantação do novo sistema de esgotamento sanitário do Cônego ainda desperta dúvidas entre quem vive na região. Parte delas foi levada diretamente à Águas de Nova Friburgo durante uma reunião realizada na noite de quinta-feira (30), no Grupo de Promoção Humana.Moradores questionaram como será feita a ligação dos imóveis à rede, quando começará a cobrança da tarifa de esgoto, quais ruas serão alcançadas pelas obras e de que maneira funcionará a futura Estação de Tratamento de Esgoto do Cônego.O encontro fez parte do programa Águas Informa, utilizado pela concessionária para apresentar seus projetos e ouvir as comunidades atingidas pelas intervenções.Representantes da empresa detalharam o andamento das obras, o cronograma previsto e as estruturas que formarão o sistema. Também foram apresentadas ações socioambientais desenvolvidas pela concessionária.Durante a reunião, moradores puderam fazer perguntas, apresentar sugestões e relatar demandas relacionadas às intervenções em andamento. Segundo a empresa, o diálogo será mantido ao longo da implantação.“Sabemos que a implantação de uma estrutura desse porte gera expectativas e também questionamentos, por isso consideramos fundamental manter esse diálogo aberto durante todo o processo”, afirmou o gerente de Operações da concessionária, Vinicius Oliveira.
A ETE Cônego será a sexta estação de tratamento de esgoto de Nova Friburgo. De acordo com as informações apresentadas pela concessionária, a unidade terá capacidade para tratar 2,16 milhões de litros de esgoto por dia.Quando estiver em funcionamento, o sistema deverá atender aproximadamente 12 mil moradores do Cônego, Cascatinha, Vargem Grande e Sítio São Luiz.A construção da estação recebeu investimento de R$ 28 milhões. Outros R$ 22 milhões são destinados às redes coletoras e às estações elevatórias que levarão o esgoto até a unidade de tratamento.Somados, os valores informados ultrapassam R$ 50 milhões. As obras das redes e das elevatórias devem continuar até 2028.O material apresentado pela empresa, no entanto, não informa uma data exata para o início da operação da estação.
Emissário está sendo instalado na Via Expressa
Uma das etapas em execução é a instalação do emissário, tubulação que fará parte do transporte do esgoto até o sistema de tratamento.O trabalho ocorre na Via Expressa e utiliza o chamado método não destrutivo. A técnica permite a passagem da tubulação pelo subsolo sem a necessidade de abrir grandes extensões da pista.Segundo a concessionária, o procedimento reduz interferências no pavimento e busca diminuir os transtornos para moradores, comerciantes e motoristas.A conclusão da estação não encerra, sozinha, a implantação do sistema. Para que o esgoto dos imóveis chegue à unidade, também será necessária a finalização das redes coletoras, das elevatórias e das ligações entre as propriedades e a rede pública.Essas etapas, assim como a forma de cobrança da tarifa e os procedimentos para a conexão dos imóveis, estiveram entre os principais pontos apresentados pelos moradores durante a reunião.