Jato de água jorrando de uma tubulação em uma estação de tratamento.

Estado do RJ terá sérios problemas com abastecimento de água nos próximos dias

Comunicados recentes mostram diversos problemas emergenciais e prognóstico para normalização pode demorar

Fortes chuvas e oscilações de energia entre os dias 2 e 4 de fevereiro provocaram paralisações e reduções em sistemas de tratamento de água no RJ. Ao menos 12 cidades e dezenas de bairros tiveram impactos, com normalização gradual prevista pelas concessionárias.

Sequência de ocorrências começou no dia 2 de fevereiro: Comunicados das concessionárias e da Cedae indicam que, entre os dias 2 e 4 de fevereiro, uma combinação de chuvas intensas, alta turbidez da água bruta e falhas no fornecimento de energia afetou sistemas de captação e tratamento em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro. Em Rio Bonito, no dia 2, o abastecimento foi paralisado para reparo em adutora de água bruta. No mesmo dia, Cachoeiras de Macacu registrou comprometimento no fornecimento após paralisação de unidades de tratamento por turbidez elevada na captação. Segundo os avisos, a retomada foi prevista de forma gradual após a conclusão dos trabalhos.

Chuvas e turbidez interromperam captação em cidades do interior: No dia 3 de fevereiro, novos comunicados apontaram impacto direto das chuvas sobre sistemas de tratamento. Em Cachoeiras de Macacu, novamente houve paralisação de unidades após alteração nos padrões de qualidade da água captada. Já em Cantagalo (distritos de Euclidelândia e Boa Sorte) e em São Sebastião do Alto (distrito sede), a captação de água bruta foi interrompida por causa das condições climáticas, com suspensão temporária do abastecimento. As concessionárias informaram que equipes atuaram para restabelecer as operações.

Falhas de energia afetaram grandes sistemas produtores: Também em 3 de fevereiro, sistemas estratégicos tiveram redução ou paralisação por problemas elétricos. O Sistema Guandu teve a produção reduzida após interrupção de energia na Elevatória do Lameirão. Conforme atualização oficial, o sistema voltou a operar com capacidade máxima às 22h12 de 3/2, após retomada progressiva ao longo da noite. O Sistema Imunana-Laranjal saiu de operação às 18h28 de 3/2 devido a oscilações de energia da concessionária elétrica, que também provocaram variação de pressão e vazamento em elevatória. O reparo foi concluído às 5h de 4/2, com previsão de capacidade total atingida por volta das 10h. Esses dois sistemas atendem áreas densamente povoadas.

Capital e Baixada Fluminense tiveram abastecimento em normalização – De acordo com a Águas do Rio, entraram em processo de normalização: Capital do Rio de Janeiro — Zonas Norte, Sul e Central; Baixada Fluminense — Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti. A concessionária informou que a recuperação ocorre de forma gradual e pode levar mais tempo em áreas elevadas e pontas de rede.

Japeri teve manutenção programada e nova paralisação de ETA: Em Japeri, foi informado serviço de melhoria no sistema de bombeamento do Booster Engenheiro Pedreira, com suspensão temporária programada entre a noite do dia 4 e a madrugada do dia 5, atingindo 10 bairros: Engenheiro Pedreira, Bananal, Caramujos, Das Granjas, Dos Eucaliptos, Marajoara, Mucajá, São Cosme e Damião, Vila Guandu e Cidade Senhor do Bonfim. Além disso, às 4h05 de 4/2, a ETA Japeri ficou fora de operação por falha elétrica interna, com previsão de retomada ainda na manhã do mesmo dia, conforme nota operacional.

Região Leste Metropolitana e ilhas também tiveram reflexos – O Sistema Imunana-Laranjal atende áreas de: São Gonçalo; Itaboraí; Maricá (Inoã e Itaipuaçu); Paquetá. Segundo os comunicados, o fornecimento entrou em recuperação progressiva após os reparos concluídos na madrugada de 4 de fevereiro.

Miguel Pereira teve impacto no tratamento por sedimentos: Em Miguel Pereira, a concessionária Iguá informou em 4 de fevereiro que as chuvas arrastaram sedimentos para os mananciais, afetando o tratamento. A previsão divulgada foi de normalização gradual em até 72 horas, conforme pressurização da rede. Caminhões-pipa foram mantidos para atendimento emergencial, com prioridade para unidades de saúde.

Concessionárias orientaram uso consciente: Nos diferentes avisos, as empresas orientaram moradores a; Priorizar uso de água armazenada; Adiar atividades de alto consumo; Utilizar reservas de cisternas e caixas d’água; Acionar canais de atendimento em caso de necessidade.

Total de áreas afetadas – Com base nos comunicados oficiais, os eventos atingiram: 12 cidades diretamente citadas; 3 zonas da capital; 7 municípios da Baixada Fluminense; Pelo menos 12 bairros/distritos nomeados nos avisos operacionais; Além de regiões abastecidas por grandes sistemas produtores estaduais. A recuperação do abastecimento, conforme informado, ocorre de forma técnica e progressiva.

Participe: você sentiu falta de água na sua região?

  • O abastecimento foi totalmente interrompido na maior parte dos casos? Não. Em muitos locais houve redução ou intermitência, com normalização gradual.

  • Chuvas fortes podem paralisar tratamento de água? Sim. Turbidez elevada e sedimentos podem exigir paralisação temporária das estações.

  • A normalização é imediata após o reparo? Não. A pressurização da rede é gradual e pode levar horas ou dias em áreas altas.

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