Inmet divulga alertas para chuvas intensas e tempestades
O Estado do Rio de Janeiro entrou em faixa de atenção meteorológica entre esta quarta-feira, 8 de abril de 2026, e sexta-feira, dia 10, com previsão de acumulados acima de 50 milímetros em várias áreas. Abaixo, a reportagem detalha as áreas que correm mais risco de sofrer impactos climáticos.
Nesta quarta-feira, 8 de abril, o avanço de uma frente fria associada a um ciclone extratropical no oceano Atlântico começou a alterar o padrão atmosférico no Estado do Rio de Janeiro. O sistema, que já provocou chuva intensa e ventos fortes no Sul do Brasil, avança em direção ao Sudeste e passa a influenciar diretamente o território fluminense com instabilidade mais persistente.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o estado permanece sob dois níveis de atenção: aviso de perigo para tempestades e aviso de perigo potencial para chuvas intensas. A previsão indica chuva persistente principalmente entre quinta-feira e sexta-feira, quando os maiores acumulados devem ocorrer em áreas da capital, Região Serrana, Costa Verde e interior fluminense. Na capital, a tendência é de máxima em torno de 29°C nesta quarta-feira, com sensação térmica superior em períodos de abafamento antes da chegada mais intensa da chuva. A mínima prevista fica perto de 22°C, abaixo da registrada no início da semana, quando o calor predominou em grande parte do estado.
Frente fria avança e aumenta risco de temporais no território fluminense: De acordo com a Climatempo, o ciclone extratropical se desloca pelo oceano após se formar entre o Uruguai e o Sul do Brasil, enquanto a frente fria avança pelo Sudeste e Centro-Oeste. Esse movimento favorece a formação de nuvens carregadas e amplia o potencial de chuva volumosa no Rio de Janeiro até o dia 10 de abril. O reflexo mais importante no estado não será a atuação direta do centro do ciclone, mas sim a circulação de ventos e a umidade associada ao sistema frontal. Esse cenário pode provocar rajadas moderadas a fortes, especialmente em áreas litorâneas e regiões elevadas. Na Região Serrana, incluindo Nova Friburgo, o solo já úmido e a topografia elevam a atenção para chuva persistente em curtos intervalos, sobretudo entre a tarde e a noite.
Inmet prevê acumulados acima de 100 milímetros em pontos isolados: O boletim meteorológico nacional divulgado pelo Inmet informa que entre os dias 9 e 10 de abril o Sudeste poderá registrar acumulados expressivos, com destaque para o Estado do Rio de Janeiro. Em áreas isoladas, os volumes podem ultrapassar 100 milímetros, principalmente onde houver chuva contínua associada ao avanço frontal. Esse tipo de configuração atmosférica aumenta o risco de alagamentos, transbordamento de córregos urbanos, queda de galhos e dificuldades momentâneas no trânsito em horários de pico. Até o fim da semana, a tendência é de manutenção da instabilidade, com melhora gradual apenas após o afastamento do sistema oceânico.
Temperatura cai após sequência de calor no estado: Além da chuva, a frente fria também interrompe a sequência de temperaturas elevadas observada no início da semana. A quinta-feira deve apresentar sensação térmica mais amena em comparação aos dias anteriores, principalmente no período da noite. Em várias cidades fluminenses, a diferença em relação à terça-feira poderá passar de 4°C nas máximas, especialmente em áreas serranas e no Sul Fluminense.
O que observar nas próximas horas: A orientação é acompanhar atualizações da Defesa Civil e dos institutos meteorológicos, já que a intensidade da chuva pode variar de forma localizada ao longo do dia e da noite. Caso os acumulados avancem acima do previsto, novos avisos meteorológicos poderão ser emitidos ainda nas próximas horas.
Perguntas sobre a mudança do tempo no Rio
Até quando a chuva forte deve atingir o Estado do Rio? Até sexta-feira, 10 de abril, com maior intensidade entre quinta e sexta.
O ciclone vai passar diretamente pelo Rio de Janeiro? Não. O principal impacto ocorre por reflexos atmosféricos ligados à frente fria.
Onde há maior atenção no estado? Capital, Região Serrana, Costa Verde e áreas do interior com histórico de acumulados elevados.